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Mounjaro: médica alerta sobre riscos e uso correto de caneta emagrecedora

Endocrinologista destaca a importância do acompanhamento médico e os perigos do uso inadequado de medicamentos para emagrecimento

Comercializada pelo nome Mounjaro, a tirzepatida é uma droga injetável semanal que atua no controle do nível glicêmico do sangue e na sensação de saciedade10000

Quais os riscos do uso de medicamentos emagrecedores como Mounjaro, Ozempic e Wegovy?

A médica endocrinologista e nutróloga Larissa Siqueira da Silva explica como funcionam os remédios e porque as substâncias, utilizadas no tratamento de diabetes tipo 2, se popularizaram pelo efeito de perda de peso.

As canetas de Mounjaro são aplicadores do medicamento tirzepatida. A substância age regulando os níveis de insulina e promovendo sensação de saciedade - o que leva à perda de peso.

Segundo a médica, é fundamental entender que o tratamento da obesidade vai muito além da medicação. Ela destaca que cada caso é único e precisa ser avaliado com cuidado.

“O tratamento da obesidade deve considerar diversos fatores, incluindo o padrão de comportamento do paciente. A pessoa que belisca vai responder menos às canetas, enquanto uma pessoa compulsiva, que come em grande volume, tende a responder melhor”, explicou a Dr.ᵃ Larissa.

A médica reforça também que a obesidade é uma condição crônica e que o uso das canetas não substitui o acompanhamento contínuo.

Riscos e cuidados no uso das canetas

A médica fez um alerta importante sobre os riscos do uso inadequado desses medicamentos. “Existe uma preocupação além da perda de peso. Essas medicações podem causar perda de massa magra, o que pode levar à sarcopenia em alguns casos”.

Entre os efeitos colaterais mais comuns estão náuseas, vômitos, diarreia, constipação e possíveis alterações no pâncreas.

Outro ponto importante é a forma como esses medicamentos são armazenados e administrados. “As canetas precisam ser mantidas entre 2 e 8 graus antes do uso, e variações de temperatura podem afetar sua eficácia”, alertou.

A especialista ainda reforçou os riscos de comprar medicamentos de procedência duvidosa, como em locais não regulamentados. “É perigoso adquirir medicamentos de forma irregular, como em aeroportos”, completou.

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Contraindicações e acesso ao tratamento

Alguns perfis de pacientes não devem utilizar esse tipo de medicação.

Pessoas com histórico de tumores familiares múltiplos e certos tipos de câncer de tireoide estão entre as contraindicações, segundo Larissa Siqueira.

Já em relação ao acesso ao tratamento e a questão dos custos, por conta das patentes, ainda deve levar um tempo até que versões mais acessíveis desses medicamentos cheguem ao mercado.

* Sob supervisão de Enzo Menezes

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Ita
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Izabella Gomes é estagiária na Itatiaia, atuando no setor de Jornalismo Digital, com foco na editoria de Cidades. Atualmente, é graduanda em Jornalismo pela PUC Minas