Ouvindo...

Times

Atividade Física: estudo brasileiro mostra benefícios para pacientes idosos com câncer

Os resultados desta pesquisa foram apresentados no Encontro Anual da Sociedade Americana de Oncologia Clínica (ASCO)

A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda, no mínimo, 150 a 300 minutos de atividade aeróbica, por semana, para adultos e, 60 minutos para crianças. Segundo o profissional de educação física, Stanley Michetti, atividade física é qualquer movimento corporal produzido pelos músculos. Já o exercício físico é uma forma planejada, estruturada e repetitiva, com o objetivo de melhorar ou manter a aptidão física.

Um estudo inédito desenvolvido pelo oncologista Paulo Bergerot, da Oncoclínicas, revela os benefícios de um programa remoto de exercício físico com duração de 12 semanas no bem-estar e nos sintomas da doença em idosos com câncer no Brasil. Os resultados desta pesquisa foram apresentados no Encontro Anual da Sociedade Americana de Oncologia Clínica (ASCO). A prática de exercícios físicos regulares durante o tratamento de câncer tem um papel importante nos resultados clínicos e na qualidade de vida do paciente.

Este é o primeiro trabalho que avalia o impacto dos exercícios físicos em pacientes da terceira idade. Quarenta e um idosos com idade média de 70 anos, participaram do ensaio. Eles receberam a prescrição de um programa de atividades que incluiu exercícios de resistência e aeróbicos, realizados por 3 a 5 horas semanais. Os pacientes que foram incluídos na pesquisa tinham câncer de mama, sistema reprodutor e urinário e de pulmão, todos em estágios avançados.

De acordo com Paulo Bergerot, entre os benefícios relatados pelos pacientes estão a redução de dor, fadiga e náusea, além de uma diminuição significativa nos níveis de depressão e ansiedade. “A implementação de projetos que estimulem a exercício físico no cotidiano dos pacientes idosos com câncer ou que proponham exercícios físicos podem representar um grande avanço oncologia e, certamente, pode ajudar sobremaneira na qualidade de vida dos pacientes e no manejo de efeitos colaterais de tratamentos em curso ou eventuais sequelas de tratamentos anteriores”, ressalta o pesquisador.

A conclusão do estudo reforça a recomendação da prática de atividades físicas para pacientes com câncer e destaca a importância de desenvolver programas que sejam acessíveis e personalizados, especialmente para a população idosa. “A prática de exercícios que já é bem estabelecida como medida preventiva a diversas doenças, incluindo câncer, deve cada vez mais ser vista como um componente de grande potencial, sendo capaz de contribuir significativamente durante o tratamento oncológico”, finaliza o oncologista da Ococlínicas, Paulo Bergerot.

Leia também


Participe dos canais da Itatiaia:

Jornalista formada pelo Uni-BH, em 2010. Começou no Departamento de Esportes. No Jornalismo passou pela produção, reportagem e hoje faz a coordenação de jornalismo da rádio Itatiaia.
Leia mais