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Transplante de medula é esperança no tratamento da leucemia

Hematologista do Grupo Oncoclínicas explica a importância da conscientização e dos doadores

Confira entrevista com o hematologista do Grupo Oncoclínicas, Wellington Morais de Azevedo, sobre o tema

Estamos no mês de fevereiro que tem a cor laranja para alertar para o combate e conscientização da leucemia, um tipo de câncer no sangue. A leucemia é o décimo tipo de câncer mais comum no Brasil.

De acordo com levantamento do Instituto Nacional do Câncer (Inca), de 2023 a 2025, a região sudeste do país deve registrar, por ano, 2580 novos casos de leucemias. Em Minas Gerais, são 990 diagnósticos da doença, por ano.

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Segundo o hematologista do Grupo Oncoclínicas, Wellington Morais de Azevedo, o transplante de medula óssea é uma ferramenta importante no tratamento de pacientes com leucemia, mas muitas vezes os pacientes não têm um doador na família.

“O doador ideal é um irmão completamente compatível do ponto de vista genético. Mas esse doador nem sempre existe, daí a necessidade de buscar na população um doador que seja compatível. Para atender essa demanda existem os bancos de medula óssea, cadastros onde o resultado do exame de doadores potenciais ficam guardados e, quando aparece um paciente precisando, é feita uma pesquisa para encontrar o doador compatível”, explica o médico.

Conscientização

“É muito importante que a população se conscientize e se cadastre. Especialmente, pessoas acima de 18 anos e abaixo de 65 anos. A inclusão de uma pessoa como doador potencial de medula óssea é uma coisa que está fácil. Hoje, esse assunto tem sido capitaneado e comandado pelos hemocentros. No caso de Belo Horizonte, o Hemominas”, comenta Wellington.

Hemominas, em Belo Horizonte, recebe doações de medula óssea

"É muito simples, basta procurar o Hemominas, pelo telefone, site ou pessoalmente. O possível doador vai ser orientado e passar por uma avaliação médica para atestar as condições de saúde. Se for aprovado, vai ser submetido à coleta de sangue para análise e o sangue vai ser classificado”, detalha.

De acordo com o hematologista, as informações do doador vão para o registro nacional de doadores de medula óssea. Se o doador for encontrado, ele vai ser convidado a fazer a doação. Se ele concordar, vai ser submetido a uma série de exames e a doação vai ser feita.

“A doação de medula é um ato muito simples, é como se fosse doar sangue. Não causa nenhum prejuízo, nenhuma sequela no paciente, ele recupera essas células rapidamente, no prazo de uma a duas semanas. Ele já até poderia doar de novo”, alerta o hematologista do Grupo Oncoclínicas.

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Jornalista formada pelo Uni-BH, em 2010. Começou no Departamento de Esportes. No Jornalismo passou pela produção, reportagem e hoje faz a coordenação de jornalismo da rádio Itatiaia.