Calendário da moda brasileira em 2026: consolidação estética e retorno à identidade

2025 marcado por peças icônicas e estilos persistentes, vamos para um ano de maturidade criativa

Calendário da moda brasileira em 2026 consolidação estética e retorno à identidade

A moda brasileira chega a 2026 carregando as marcas claras do que foi vivido em 2025. Mais do que uma temporada de tendências rápidas, o último ano funcionou como um período de consolidação. Estilos que vinham sendo testados ganharam força definitiva, marcas autorais se firmaram no calendário e algumas peças deixaram de ser aposta para virar presença constante no guarda roupa e nas passarelas.

Calendário da moda brasileira em 2026 já confirmado

São Paulo Fashion Week
São Paulo Fashion Week edição verão
São Paulo Fashion Week edição inverno

Casa de Criadores
Casa de Criadores edição verão
Casa de Criadores edição inverno

Minas Trend
Minas Trend edição primavera verão
Minas Trend edição outono inverno

Dragão Fashion Brasil

Calendário da moda brasileira em 2026 consolidação estética e retorno à identidade

Eventos concentrados no eixo Rio de Janeiro com foco em moda autoral, sustentabilidade e inovação. Semanas de moda regionais consolidadas no calendário nacional, com destaque para Nordeste, Sul e Centro Oeste

Em 2025, a moda nacional mostrou menos ansiedade por novidade e mais compromisso com identidade. Houve menos ruptura e mais refinamento. O resultado foi um mercado mais coerente, com propostas reconhecíveis e maior conexão entre criação, consumo e cotidiano.

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O que a moda brasileira aprendeu em 2025

Uma das principais lições de 2025 foi a valorização do tempo. Marcas que apostaram em construção consistente se destacaram mais do que aquelas que tentaram acompanhar todas as micro tendências das redes. Estilo deixou de ser performance e voltou a ser permanência.

O ano consolidou a força da alfaiataria relaxada, usada fora do ambiente formal e reinterpretada com tecidos leves e cortes fluidos. Conjuntos amplos, blazers soltos, calças de cintura alta e modelagens que permitem movimento dominaram tanto passarelas quanto o varejo.

Outro ponto marcante foi o retorno definitivo das texturas naturais. Linho, algodão cru, tricôs artesanais e superfícies irregulares ganharam espaço como resposta ao excesso visual dos anos anteriores. O artesanal deixou de ser discurso e virou produto desejado.

Peças que se tornaram evidentes e ficaram

Algumas peças deixaram de ser tendência para se tornar base de estilo. Vestidos de malha com caimento simples apareceram em diferentes coleções como solução prática e elegante. Camisas amplas usadas como terceira peça se consolidaram como curinga urbano. Saias longas, especialmente em tecidos leves, ganharam protagonismo no lugar do jeans tradicional em muitos looks.

Nos acessórios, bolsas médias com design funcional superaram os modelos mini e exageradamente conceituais. Sandálias de tiras largas e calçados com aparência confortável dominaram o consumo real, mostrando que o desejo por praticidade deixou de ser exceção.

Uma curiosidade de 2025 foi a ascensão silenciosa do marrom em todas as suas variações. Chocolate, caramelo e tons terrosos profundos passaram a substituir o preto em muitos looks, criando uma estética mais quente e menos rígida.

Marcas que se firmaram no imaginário

O ano também foi importante para marcas brasileiras que fortaleceram sua assinatura estética. Grifes que investiram em identidade clara, casting diverso e narrativas conectadas ao território ganharam reconhecimento contínuo. O público passou a reconhecer estilo antes mesmo de ver a etiqueta.

Outro destaque foi a aproximação entre moda e cultura local. Referências regionais, técnicas artesanais e histórias pessoais apareceram de forma mais madura, sem caricatura. Isso ampliou o interesse internacional e reforçou o valor simbólico da moda nacional.

Expectativas para a moda brasileira em 2026

O calendário de 2026 aponta para um ano menos sobre tendências e mais sobre consistência. A expectativa é de aprofundamento do que já foi iniciado em 2025. Alfaiataria continua forte, agora com ainda mais fluidez. O artesanal segue presente, mas com foco em acabamento e durabilidade.

A paleta tende a se expandir dentro dos tons naturais, com entrada de cores queimadas, verdes fechados e azuis profundos. O excesso visual perde espaço para propostas mais silenciosas, onde o detalhe importa mais do que o impacto imediato.

Outro movimento esperado é o fortalecimento do design funcional. Roupas pensadas para a rotina real, que transitam entre trabalho, lazer e eventos informais, devem ganhar protagonismo. A moda brasileira caminha para menos espetáculo e mais uso.

Curiosidades que ajudam a entender o momento

Em 2025, muitas marcas reduziram o número de lançamentos e aumentaram o tempo de permanência das coleções em loja. Esse comportamento deve se intensificar em 2026. Outra curiosidade é o crescimento de peças sem gênero definido, não como discurso, mas como solução prática de design.

A moda brasileira entra em 2026 mais segura de si. Menos preocupada em agradar algoritmos e mais focada em construir repertório. O calendário nacional reflete essa maturidade e aponta para um ano onde estilo não será sobre chamar atenção, mas sobre permanecer relevante.

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Profissional de Comunicação. Head de Marketing da Metalvest. Líder da Agência de Notícias da Abrasel. Ex-atleta profissional de skate. Escreve sobre estilo de vida todos os dias na Itatiaia e na CNN Brasil.

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