O calendário mundial da moda em 2026 segue dividido em blocos tradicionais, respeitando as temporadas de moda masculina, feminina, alta costura e coleções comerciais. As capitais históricas seguem como eixo central, mas dividem espaço com eventos paralelos e novos polos criativos, ampliando o alcance e a diversidade do setor.
Janeiro abre o ano com moda masculina e alta costura
O início do calendário acontece em janeiro, com foco na moda masculina e na alta costura. O mês começa com a Pitti Immagine Uomo, em Florença, evento que há décadas funciona como termômetro da moda masculina internacional, reunindo marcas autorais, compradores e imprensa especializada.
Na sequência, Milão recebe a semana de moda masculina, apresentando as coleções de inverno 2026 2027, seguida por Paris, que encerra o circuito com desfiles de grandes casas e novos diretores criativos. Ainda em janeiro, a capital francesa concentra as atenções com a semana de alta costura, considerada o ápice simbólico da indústria, onde a criação artesanal e o luxo conceitual ganham protagonismo.
Copenhague também ocupa espaço nesse início de ano, reforçando seu papel como referência em sustentabilidade e inovação no calendário internacional.
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Fevereiro e março concentram o circuito feminino internacional
Calendário global da moda em 2026 o mundo inteiro desfila
Fevereiro marca o período mais intenso do calendário com o início da temporada feminina. Nova York abre o circuito com as coleções de inverno 2026 2027, reunindo marcas comerciais, criadores independentes e propostas alinhadas ao mercado global.
Londres assume a sequência com sua identidade experimental e autoral, enquanto Milão apresenta sua temporada feminina com forte peso industrial e comercial. Paris encerra o circuito em março, consolidando as principais tendências, discursos estéticos e direções criativas que influenciam o mercado ao longo do ano.
Esse período concentra a maior atenção da mídia internacional e define o que será absorvido pelo varejo, pelas campanhas publicitárias e pela cultura pop nos meses seguintes.
Abril amplia o calendário com eventos fora do eixo tradicional
Abril funciona como um momento de expansão do calendário, com eventos realizados fora do eixo europeu e norte americano. Países da América Latina, Ásia e outros mercados emergentes aproveitam esse intervalo para apresentar suas semanas de moda e projetos autorais.
O Brasil se insere nesse contexto com eventos que valorizam identidade local, diversidade estética e diálogo com sustentabilidade, comportamento e clima, reforçando sua presença no cenário internacional.
Maio conecta moda, cultura e espetáculo
Maio não concentra semanas de moda tradicionais, mas abriga um dos eventos mais simbólicos da indústria. O Met Gala transforma Nova York no centro das atenções ao unir moda, arte, cultura e celebridades em um espetáculo midiático que influencia narrativas visuais e estéticas ao longo de todo o ano.
O mês também recebe exposições, festivais e eventos ligados à fotografia, design e curadoria, reforçando a moda como linguagem cultural e não apenas como produto.
Junho e julho retomam moda masculina e alta costura
Em junho, o foco retorna à moda masculina, agora com as coleções de verão 2027. Milão e Paris voltam a sediar os principais desfiles, acompanhados por eventos paralelos que exploram formatos híbridos entre moda, música e performance.
Julho marca o retorno da alta costura em Paris, reafirmando o papel da cidade como centro simbólico da criação artesanal e da excelência técnica. Mesmo com alcance comercial restrito, a alta costura continua influenciando toda a cadeia criativa da moda.
Setembro e outubro lançam a temporada primavera verão
O segundo grande pico do calendário acontece entre setembro e outubro, quando as semanas de moda apresentam as coleções de primavera verão 2027. Nova York, Londres, Milão e Paris repetem a sequência clássica, agora com foco em leveza, inovação têxtil, novas narrativas visuais e estratégias digitais mais integradas.
Esse período é decisivo para o varejo global, pois antecipa tendências que chegam às lojas no ano seguinte e impacta campanhas, editoriais e comportamento de consumo.
Eventos paralelos ganham espaço no calendário
Além das semanas de moda tradicionais, o calendário de 2026 inclui festivais de fotografia, semanas temáticas e projetos curatoriais que crescem em relevância. Esses eventos ampliam o alcance da moda, conectam públicos diversos e reforçam o setor como um ecossistema cultural mais amplo.
Um calendário mais estável e estratégico
O calendário da moda mundial em 2026 reflete uma indústria mais consciente de seus impactos e da necessidade de equilíbrio entre criação, mercado e sustentabilidade. Com menos sobreposição de datas e maior previsibilidade, o setor busca eficiência, clareza e relevância cultural.
Entender o calendário da moda passou a ser uma ferramenta estratégica não apenas para marcas e profissionais, mas também para o público interessado em comportamento, consumo e cultura contemporânea.
Eventos do calendário mundial da moda já confirmados para 2026
Pitti Immagine Uomo, em Florença
Semana de Moda Masculina de Milão
Semana de Moda Masculina de Paris
Semana de Alta Costura de Paris
Copenhagen Fashion Week
New York Fashion Week feminina
London Fashion Week feminina
Milano Fashion Week feminina
Paris Fashion Week feminina
Semana de Moda Masculina de Milão verão
Semana de Moda Masculina de Paris verão
Semana de Alta Costura de Paris inverno
Met Gala, em Nova York
New York Fashion Week primavera verão
London Fashion Week primavera verão
Milano Fashion Week primavera verão
Paris Fashion Week primavera verão
Semanas de moda regionais e mercados emergentes já integradas ao calendário internacional, incluindo eventos na América Latina, Ásia e Europa do Norte