Vereadores entregam relatório da CPI da Pampulha ao MPF
Documento pediu indiciamentos de servidores, incluindo dois secretários municipais

O relatório final da CPI da Pampulha, aprovada nesta semana na Câmara Municipal de Belo Horizonte (CMBH), foi entregue nesta sexta-feira (5) ao Ministério Público Federal (MPF). O documento, de mais de 600 páginas, pede 11 indiciamentos por supostas irregularidades em contratos firmados entre a prefeitura e empresas terceirizadas para a realização de serviços de limpeza da Lagoa da Pampulha.
Leia também:
- Após pedido de indiciamento, secretário diz que relatório de CPI é ‘ato político em momento eleitoral’
- Citado em CPI, engenheiro da PBH foi condenado por queda de viaduto que matou duas pessoas em 2014
O relatório foi entregue pelos vereadores Bráulio Lara (Novo) e Henrique Braga (MDB).
“A entrega deste relatório ao Ministério Público Federal é um passo crucial para assegurar que todas as irregularidades apontadas sejam investigadas a fundo. É fundamental que os possíveis crimes sejam apurados e que os culpados sejam punidos com rigor, para que esse tipo de situação nunca mais se repita", afirmou o relator.
Dentre os servidores que tiveram pedido de indiciamento estão o secretário de Assistência Social, Josué Valadão, e o secretário de Obras, Leandro César Pereira. O Diretor de Obras da Prefeitura de Belo Horizonte, Mauro Lúcio Ribeiro da Silva também foi citado. Conforme a Itatiaia revelou na última terça-feira (2), ele já foi condenado em outro processo, que investigou os responsáveis pela queda do Viaduto Batalha dos Guararapes, na avenida Pedro I, há 10 anos.
Prefeitura vai defender servidores
A Prefeitura de Belo Horizonte confirmou, nesta semana, que fará a defesa, por meio da Procuradoria-Geral do Município, dos servidores citados no relatório da CPI da Pampulha, caso o tema chegue ao Judiciário.
“A Procuradoria-Geral do Município fará, por dever legal, a defesa de todos os servidores apontados, pelos atos praticados no exercício regular de cargo ou função”, diz, em nota, o procurador Hércules Guerra.
Editor de política. Foi repórter no jornal O Tempo e no Portal R7 e atuou no Governo de Minas. Formado em Comunicação Social pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), tem MBA em Jornalismo de Dados pelo IDP.



