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Simões diz que privatização da Cemig está fora da pauta do Governo de MG

Na cerimônia de posse do novo presidente da companhia energética, o governador disse que o foco do Executivo Estadual é avançar com a venda da Copasa

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Mateus Simões (PSD) em evento de posse do novo presidente da Cemig
Mateus Simões (PSD) em evento de posse do novo presidente da Cemig • Karoline Barreto/Imprensa MG

O governador Mateus Simões (PSD) disse que a privatização da Cemig não está na pauta de sua gestão. Em entrevista nesta segunda-feira (11) após a cerimônia de posse do novo presidente da companhia energética, o chefe do Executivo mineiro disse que o foco da Cidade Administrativa no momento está na venda da Copasa.

 

“Neste momento o mais importante é a gente concluir a venda da Copasa e a Cemig avançar na qualidade da prestação de serviço para o cliente final. Nossa intenção com a Cemig é diferente da Copasa, cujo dinheiro é muito importante para a gente cumprir as obrigações do Propag (Programa de Pleno Pagamento de Dìvidas dos Estados), fazer os investimentos de infraestrutura e segurança que são obrigatórios Com a Cemig a intenção nunca foi vender para obter algum tipo de dinheiro”, declarou Simões.

 

A privatização das estatais de energia e saneamento estavam na pauta dos dois mandatos da gestão de Romeu Zema (Novo), que tiveram a participação de Simões primeiro como secretário-geral e depois como vice. 

 

Uma das estratégias para a viabilizar as privatizações era a alteração da previsão constitucional de que processos de desestatização das companhias só poderiam avançar mediante a aprovação dos eleitores mineiros em um referendo. 

 

No ano passado, o Governo Mineiro conseguiu a aprovação de uma proposta de emenda à Constituição (PEC) que, originalmente, derrubava a exigência da consulta popular para vender Copasa e Cemig. 

 

Na tramitação na Assembleia Legislativa (ALMG), deputados retiraram a companhia energética do texto e ele foi aprovado abrangendo apenas a Copasa. Logo em sequência, os parlamentares aprovaram um projeto de lei (PL) específico para autorizar a privatização da companhia de saneamento.

 

“Há algum tempo o governador Zema falava que não há necessidade de vender a participação, a gente só precisa modernizar a administração da Cemig. Nós vamos continuar trabalhando nessa lógica da modernização, o que a gente tem feito com um conselho que é absolutamente profissional, nenhum político no conselho para a gente garantir que a qualidade do serviço prestado seja a melhor possível. A privatização da Cemig não é um tema na nossa pauta, nós estamos discutindo privatização de Copasa e a melhoria contínua do serviço da Cemig”, complementou Simões.

 

A privatização da Copasa foi aprovada na Assembleia no âmbito do Propag, programa que permite o refinanciamento em 30 anos da dívida de cerca de R$ 200 bilhões que Minas tem com a União. 

 

Para se adequar ao modelo de pagamento do débito com juros reduzido apenas à inflação, o estado precisa se adequar a alguns parâmetros, entre eles está um investimento em áreas como infraestrutura, segurança e ensino profissionalizante. O Governo de Minas defende que a venda da Copasa fornecerá recursos para esse investimento.

 

A Copasa atualmente realiza trâmites internos para viabilizar a privatização. Em abril, o Tribunal de Contas do Estado (TCE-MG) liberou que a estatal faça ações como a realização de estudos, avaliações e auditorias; elaboração de documentos estruturantes e aprovação em instâncias de governança; e o protocolo de registro junto à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e submissão de documentos à Bolsa de Valores (B3). A venda efetiva das ações da empresa, no entanto, segue vedada

 

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Repórter de política da Itatiaia, é jornalista formado pela UFMG com graduação também em Relações Públicas. Foi repórter de cidades no Hoje em Dia. No jornal Estado de Minas, trabalhou na editoria de Política com contribuições para a coluna do caderno e para o suplemento de literatura.