Vacinação em MG: Zema diz ao STF que acusação do PV sobre ‘gestão errática’ é ‘desconectada da realidade’
Governador se manifestou em ação impetrada após vídeo com Nikolas Ferreira e Cleitinho sobre imunização de crianças e adolescentes

O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), afirmou, ao Supremo Tribunal Federal (STF), que uma acusação do Partido Verde (PV) a respeito a postura do Executivo estadual sobre a vacinação de crianças e adolescentes, é “desconectada da realidade”. O partido apontou suposta “gestão errática, deliberada e proposital” do governador sobre o tema.
Em uma manifestação enviada na quarta-feira (13) ao Supremo, Zema pede que um pedido do PV seja negado. A legenda solicitou que a Corte impeça o estado de dispensar a apresentação do cartão de imunização para a matrícula de estudantes na rede pública estadual de ensino.
O PV ingressou com uma Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) no mês passado, após Zema dizer, em um vídeo, que alunos teriam acesso às escolas estaduais de Minas mesmo sem a apresentação de comprovantes de vacinação. Nas imagens, o governador aparece ao lado do deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) e do senador Cleitinho Azevedo (Republicanos-MG).
O advogado-geral de Minas, Sérgio Pessôa, também assina o texto. A peça recorre a números para sustentar o posicionamento.
“Ao todo, em 2023 foram destinados recursos da ordem de R$ 64 milhões de reais para incentivo à imunização e mais R$ 100 milhões em 2024. Todas as demais medidas são explicitadas no documento técnico, acima mencionado, que instrui essas informações”.
Zema já havia citado a desobrigatoriedade da apresentação do cartão de vacina em uma ação similar, movida por integrantes do Psol.
As alegações do PV
O PV, que forma uma federação partidária com PT e PCdoB, faz parte da coalizão de oposição a Zema na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG).
“No vídeo ora abordado, o Governador mineiro não explicita se a sua franca oposição à vacinação é válida apenas contra a Covid-19 ou se estende a todo o calendário básico de imunização infantil, mas percebe-se que tal conduta vem como uma reação à inclusão pelo Governo Federal da vacinação contra a Covid19 no calendário vacinal de 2024 para crianças de 6 meses a 5 anos”, critica a legenda, em trecho de sua petição.
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Graduado em Jornalismo, é repórter de Política na Itatiaia. Antes, foi repórter especial do Estado de Minas e participante do podcast de Política do Portal Uai. Tem passagem, também, pelo Superesportes.



