O presidente do Sindicato dos Escrivães da Polícia Civil de Minas Gerais (Sindep), Marcelo Horta, afirmou, em entrevista à Itatiaia, que sem a ajuda de recursos das prefeituras, a atuação da corporação em cidades do interior é impossível. A cessão de pessoal de administrações municipais às forças de segurança mineiras é o
O presidente do Sindep aponta que mesmo em cidades populosas e dentro da Região Metropolitana de Belo Horizonte, a Polícia Civil não conta com recursos e estrutura própria para funcionar sem apoio municipal. Horta reclama da falta de recursos à corporação e que mesmo o acesso a itens essenciais fica à mercê do orçamento das cidades do interior.
“As prefeituras dão combustível para as viaturas. Em várias unidades policiais, tem cota de combustível da prefeitura. Em várias unidades policiais, os prédios são alugados pela prefeitura e os servidores que atendem a população são servidores da prefeitura. Essa é uma luta que a gente tem feito, porque a nova
A reportagem entrou em contato com o Governo de Minas e, especificamente, com a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) e pediu uma resposta sobre as denúncias. Até a última atualização desta matéria, não houve resposta.
A cessão de servidores municipais para forças de segurança em cidades do interior foi o estopim para a recente polêmica envolvendo a Cidade Administrativa, a
De um lado, Simões citou ironicamente um episódio em que uma cidade cedeu apenas dois estagiários para a atuação das forças de segurança. Do outro, Luís Eduardo Falcão diz que os recursos cedidos por prefeituras ao governo estadual oneram os cofres municipais.
O presidente do Sindep exemplifica a situação com relatos de que há servidores municipais trabalhando não apenas na função que deveria ser exercida por policiais, como até utilizando o uniforme da corporação.
“Isso foge completamente de todo o arcabouço legal. Primeiro, que quando alguém chega na unidade policial, você imagina estar sendo atendido por policiais. Quando você chega lá, nós já encontramos pessoas vestidas dentro de unidades policiais, com uniformes de policiais e que, à medida em que você vai tendo contato, descobre que é um servidor da prefeitura, até um estagiário. Isso é muito sério, mas infelizmente essa prática tomou conta”, disse o policial”, destacou.
O cenário preocupa o sindicato porque a
Para o presidente do sindicato dos escrivães, a cessão de funcionários e recursos oriundos das administrações municipais se dá pela carência de pessoal vivida pelas forças de segurança e coloca as polícias em uma relação complicada de dependência em relação às prefeituras.
“Você tem um efetivo policial que está funcionando pela metade e prefeitos aliados do governo que pedem instalação de unidades policiais mesmo sem ter condição de gente, não ter efetivo para instalar uma unidade e não ter sequer recurso para bancar uma estrutura ideal. Mesmo assim, precisam mostrar para a população que a polícia está ali, então se autoriza a instalação de uma unidade policial sem unidade porque é um prédio alugado e sem efetivo porque quem vai trabalhar lá são os servidores da prefeitura. Isso é uma coisa muito preocupante e é a realidade da Polícia Civil no interior”, complementou.