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Sem Pacheco, PSD poderia perder líder da bancada mineira e dezenas de prefeitos

Aliados do presidente do Senado dizem que a filiação de Mateus Simões ao PSD pode provocar saída de deputados e prefeitos do partido em Minas

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O senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG) • Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

A filiação do vice-governador de Minas Gerais, Mateus Simões, ao PSD está prevista para o fim de outubro, mas o movimento já gera reações entre aliados do senador, Rodrigo Pacheco, considerado uma das principais lideranças da sigla. Parlamentares próximos ao ex-presidente do Congresso Nacional avaliam a possibilidade de deixar o partido caso o novo arranjo político altere o espaço do grupo dentro da legenda.

A reportagem procurou o vice-governador de Minas Gerais para comentar o assunto e a matéria será atualizada assim que Simões se manifestar.

Saída do partido

A Itatiaia ainda apurou que, caso Pacheco mude a rota e decida deixar o partido, pode levar aliados consigo. Entre os partidos interessados na filiação do senador estão MDB, União Brasil e PSB.

O grupo de parlamentares insatisfeitos, segundo apurou a reportagem, conta com nomes como Igor Timo, líder da bancada mineira do PSD na Câmara dos Deputados, Luiz Fernando Faria e Diego Andrade.

Mesmo se Pacheco for indicado ao Supremo Tribunal Federal (STF), o movimento de saída pode envolver ainda prefeitos. O PSD é o partido com mais chefes de executivo municipal em Minas Gerais.

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Graduado em jornalismo e pós graduado em Ciência Política. Foi produtor e chefe de redação na Alvorada FM, além de repórter, âncora e apresentador na Bandnews FM. Finalista dos prêmios de jornalismo CDL e Sebrae.