Rede vai eleger nova diretoria no domingo e, se mudar o Estatuto, pode ter mineira no comando
Apesar de pouco provável, a mudança foi cogitada. O Estatuto não permite que mandatários ocupem os cargos presidente e vice da legenda, mas caso seja alterado, parlamentares como a deputada estadual Ana Paula Siqueira (MG) e o deputado federal Túlio Gadelha (PE) são nomes possíveis.

Sem a presença da ministra Marina Silva (Rede), que acompanha o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na viagem à China, o partido Rede de Sustentabilidade realiza congresso nacional e escolhe os próximos dirigentes, que também são porta-vozes da sigla, no final de semana.
Disputa
A ausência de Marina chegou a ser motivo para cogitarem o adiamento do evento, que estava marcado desde janeiro. No entanto, a data foi mantida. Duas chapas disputam o comando do partido. A atual, composta por Heloísa Helena e Wesley Diógenes, e concorrente, que tem Joenia Wapichana como cabeça de chapa e Giovanni Mockus como vice. Heloísa Helena e Marina Silva lideram correntes rivais dentro do partido. A corrente de Heloísa Helena é a mesma de Randolfe Rodrigues. O senador sofreu desgaste interno nos últimos meses, após defender a fusão do partido do Rede com o PT ou PSB. A sugestão provocou uma revolta interna, apelidada de #redemorre em contraponto à hastag #redeviva.
Caso as alas desistam da disputa e trabalhem um consenso, Heloisa Helena pode ter como vice Giovanni Mockus. Ainda são aventados os nomes de Júlio Rocha, diretor da UFBA; Tacius Fernandes, assessor especial da Marina; ou até Pablo Figueiredo, porta-voz do Rede em Belo Horizonte.
Na hipótese de Heloísa Helena não ser candidata, outros nomes podem ser colocados para substituí-la. A quem defenda o nome do ex-deputado e ex-vice-prefeito, Paulo Lamac (MG), que é do mesmo grupo que a ex-senadora.
A lógica é sempre ter um representante de cada grupo, um homem e uma mulher e sempre um da dupla de porta-vozes deve ser mais jovem.
Mudança no Estatuto
Além da eleição, o Congresso do partido vai debater vários pontos. Cogitou-se inclusive, alterar o estatuto para que mandatários pudessem compor a direção, já que eles são mais demandados como representantes da legenda.
A mudança é pouco provável. No entanto, se ocorrer, parlamentares como a deputada estadual Ana Paula Siqueira (MG), o deputado federal Túlio Gadelha (PE) e a própria deputada federal Marina Silva (SP), que é do grupo de Marina Silva.
Edilene Lopes é jornalista, repórter e colunista na Itatiaia e analista de política na CNN Brasil. Na rádio, idealizou e conduziu o Podcast 'Abrindo o Jogo', que entrevistou os principais nomes da política brasileira. Está entre os jornalistas que mais fizeram entrevistas exclusivas com presidentes da República nos últimos 10 anos, incluindo repetidas vezes Luiz Inácio Lula da Silva e Jair Messias Bolsonaro. Mestre em ciência política pela UFMG, e diplomada em jornalismo digital pelo Centro Tecnológico de Monterrey (México), está na Itatiaia desde 2006, onde também foi também apresentadora. Como repórter, registra no currículo grandes coberturas nacionais e internacionais, incluindo eventos de política, economia e territórios de guerra. Premiada, em 2016 foi eleita, pelo Troféu Mulher Imprensa, a melhor repórter de rádio do Brasil. Em 2025, venceu o Prêmio Jornalistas Negros +Admirados na categoria Rádio e Texto.



