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Jair Bolsonaro usa prisão para impulsionar Flávio e apaziguar crise com Michelle

Intenção de Bolsonaro é alavancar a pré-candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência e tentar resolver a crise com Michelle Bolsonaro; segundo apuração da jornalista Débora Bergamasco, Bolsonaro acredita que a eleição do filho é a única chance de liberdade

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Jair Bolsonaro
Ex-presidente Jair Bolsonaro • Reprodução

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) utilizou a própria prisão como argumento para impulsionar a pré-candidatura do filho, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), à Presidência da República. A movimentação ocorre em meio à crise pública entre Flávio e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL), e teria como objetivo garantir a própria liberdade do ex-mandatário. As informações são da jornalista Débora Bergamasco da CNN Brasil.

Segundo apuração de Bergamasco, que ouviu o entorno do senador, o ex-presidente argumentou que a única chance de conseguir ter de volta sua liberdade depende da eleição de Flávio. Isso porque o senador poderia lhe conceder um indulto ou graça, instrumentos jurídicos que extinguem a punição do condenado. No entanto, tal medida poderia ser barrada pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Em uma carta escrita de próprio punho, na qual Bolsonaro pede que as diferenças sejam deixadas de lado e solicita o engajamento de todos na campanha do filho, o recado é endereçado especialmente a Michelle, configurando uma manifestação pública de que, nesta crise, o ex-presidente estaria ao lado do filho. A carta de Bolsonaro pedia apoio e união em meio ao racha familiar.

"Escrevo em um momento de decisão para todos nós. O momento é de arregaçar as mangas, deixarmos de lado as possíveis diferenças e cada um se empenhar pelo nosso pré-candidato a Presidência, Flávio Bolsonaro", diz um trecho do documento.

O ex-presidente também disse na carta que Flávio é seu "porta-voz". "Meu pré-candidato, creio o seu também, meu porta-voz, no qual confio para resgatar o Brasil e nos conduzir para a paz e a prosperidade", finalizou Jair Bolsonaro.

Entretanto, uma fonte próxima a Flávio Bolsonaro e que teve relação próxima com o ex-presidente vai além. Ela afirma que "Jair não tomou partido nem de Flávio nem de Michelle, mas de si mesmo". A crise entre Flávio e Michelle já havia sido abordada anteriormente. A situação do ex-presidente, por sua vez, tem sido objeto de outras matérias, com Flávio Bolsonaro chegando a denunciar 'tortura psicológica' após visitá-lo.

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