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Nikolas comenta carta de Bolsonaro: 'Parecem não conseguir obedecer nem mesmo o líder'

Deputado federal corroborou mensagem do ex-presidente no pedido de união do PL em torno da pré-candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência da República

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Senador Flávio Bolsonaro (PL) iniciou discurso ao lado do deputado federal Nikolas Ferreira (PL)
Nikolas pediu apoio a Flávio Bolsonaro e criticou a desunião do partido • Reprodução / TV Malafaia

O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) comentou a carta enviada por Jair Bolsonaro (PL) para o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) com uma crítica velada a aliados. Em seu perfil no X, o parlamentar mineiro defendeu a união em torno da pré-candidatura do filho do ex-presidente ao Palácio do Planalto e disse que há pessoas que não conseguem obedecer ao líder do bolsonarismo.

 

“Desde que o presidente Jair Bolsonaro tomou sua decisão, estamos juntos no projeto Flávio Presidente e trabalhando por isso. Aliás, essa já é a segunda vez que o presidente pede publicamente união, maturidade e que diferenças pessoais sejam deixadas de lado em nome de algo maior. Infelizmente, alguns parecem não conseguir obedecer nem mesmo o líder que dizem seguir. Da nossa parte, não haverá espaço para vaidade, disputa interna ou ressentimentos. O foco é um só: o projeto que Jair Bolsonaro escolheu apoiar e que nós também apoiamos”, escreveu Nikolas Ferreira.


 

Nikolas se referiu à carta divulgada por Flávio Bolsonaro no sábado (11). Na missiva, Jair Bolsonaro pede união em torno da candidatura do filho e que as diferenças entre os membros do PL sejam deixadas de lado em torno do objetivo de eleger o senador à Presidência da República.

 

A manifestação se dá no contexto da briga pública entre Flávio e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL), que gravou, no fim de junho, um vídeo de quase meia hora com um desabafo sobre situações em que ela se sentiu desrespeitada pelo enteado e outros membros do partido em discussões sobre a articulação eleitoral da legenda. 

 

A divulgação da carta também ocorre no contexto de que Jair Bolsonaro está em prisão domiciliar e não pode se comunicar diretamente com sua base de eleitores e políticos. Em setembro do ano passado, o ex-presidente foi condenado a 27 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado, organização criminosa armada; tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito; dano qualificado pela violência e ameaça grave; e deterioração de patrimônio tombado.

 

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