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Conheça a carreira política de ACM Neto, pré-candidato ao governo da BA

Advogado, ex-deputado federal por três mandatos e ex-prefeito de Salvador, o vice-presidente do União Brasil disputa o Palácio de Ondina em 2026 pela segunda vez

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ACM Neto conversa com os jornalistas após reunião da Executiva Nacional do União Brasil
Antônio Carlos Peixoto de Magalhães Neto, o ACM Neto, vice-presidente do União Brasil e pré-candidato ao governo da Bahia em 2026 • Jonathan Ferreira / Rádio Itatiaia

Antônio Carlos Peixoto de Magalhães Neto nasceu em 26 de janeiro de 1979, em Salvador. É advogado e principal herdeiro político do grupo fundado por seu avô, o ex-governador, ex-prefeito de Salvador e ex-senador Antônio Carlos Magalhães (1927-2007).

Conhecido como carlismo, esse grupo dominou a política baiana por quatro décadas, com base na defesa de modernização econômica e administração técnica do Estado, aliada a posições conservadoras. Seu pai, Antônio Carlos Magalhães Júnior, é diretor da Rede Bahia, e seu tio, Luís Eduardo Magalhães (1955-1998), foi presidente da Câmara dos Deputados.

ACM Neto é pré-candidato ao governo da Bahia nas eleições de 2026 pelo União Brasil, partido do qual é vice-presidente nacional, e chega à disputa em sua segunda tentativa de conquistar o Palácio de Ondina.

Os três mandatos como deputado federal

ACM Neto ingressou na política eleitoral em 2002, elegendo-se deputado federal pela Bahia pelo PFL como o candidato mais votado do estado. Antes de tomar posse, atou como assessor da Secretaria de Educação do governo da Bahia entre 1999 e 2002.

Em 2006, foi reeleito. No mesmo período, ganhou projeção nacional ao participar da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Correios, que investigou um esquema de compra de apoio parlamentar que ficou conhecido como mensalão, durante o governo Lula. Em 2010, foi eleito para o terceiro mandato, novamente o mais votado do estado e o oitavo mais votado no Brasil.

A tentativa frustrada pela prefeitura de Salvador e o retorno

Em 2008, candidatou-se à prefeitura de Salvador, mas não chegou ao segundo turno: terminou em terceiro lugar, com 26% dos votos, superado por João Henrique (PMDB) e Walter Pinheiro (PT).

Em 2012, lançou-se novamente à prefeitura e foi eleito no segundo turno, derrotando Nelson Pelegrino (PT) com 53% dos votos, após ter obtido 40,17% no primeiro turno. Reeleito em 2016 com 982.246 votos no primeiro turno, deixou o cargo em 2020 apontando como sucessor o então vice-prefeito Bruno Reis (União), que venceu a eleição municipal e foi reeleito em 2024.

A prefeitura de Salvador

Durante as duas gestões à frente de Salvador — de 2013 a 2020 —, ACM Neto foi considerado pelo Instituto Paraná, em 2015, o prefeito com maior aprovação do Brasil, com 84,7% de avaliação positiva entre os soteropolitanos. Implementou o Hospital Municipal de Salvador, expandiu unidades de saúde da família e conduziu obras de infraestrutura viária em bairros periféricos.

A derrota ao governo da Bahia em 2022

Em 2022, candidatou-se ao governo da Bahia pelo União Brasil — partido fundado naquele ano a partir da fusão entre DEM e PSL. Figura favorita nas pesquisas, foi surpreendido nas urnas: no primeiro turno, obteve 40,88% dos votos válidos, enquanto o então secretário de Educação Jerônimo Rodrigues (PT), apoiado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ficou com 49,45%. No segundo turno, Jerônimo venceu e foi eleito governador.

A liderança no União Brasil e o rompimento com o governo Lula

Após a derrota de 2022, ACM Neto consolidou-se como um dos principais líderes nacionais do União Brasil. Com quatro ministros do partido no governo de Luiz Inácio Lula da Silva, o União Brasil integrava a base de apoio do governo federal no Congresso — o que significa que seus parlamentares votavam com o Executivo nas principais pautas legislativas e tinham cargos no governo em troca de sustentação política.

Em agosto de 2025, ACM Neto articulou o fim dessa aliança. Em declaração à Itatiaia, em Belo Horizonte, afirmou que o partido não teria mais como permanecer na base do governo e que o União Brasil não integraria um projeto do PT em 2026. O rompimento foi formalizado na semana seguinte, na reunião da executiva nacional do partido. Desde então, o União Brasil atua como oposição ao governo Lula no Congresso.

dvogado e ex-prefeito de Salvador por dois mandatos, ACM Neto (União Brasil) disputa o governo da Bahia em 2026 pela segunda vez • Sidney Lins Jr. | Agência Liderança
dvogado e ex-prefeito de Salvador por dois mandatos, ACM Neto (União Brasil) disputa o governo da Bahia em 2026 pela segunda vez • Sidney Lins Jr. | Agência Liderança

A pré-candidatura ao governo em 2026

Em março de 2026, o União Brasil oficializou ACM Neto como pré-candidato ao governo da Bahia durante evento em Feira de Santana. O partido anunciou também o prefeito de Jequié, Zé Cocá (PP), como pré-candidato a vice-governador na chapa.

Para a disputa ao Senado, a aliança apresentou o senador Ângelo Coronel (Republicanos) e o ex-ministro João Roma (PL) como nomes da chapa.

No campo nacional, ACM Neto sinalizou simpatia pela pré-candidatura do ex-governador Ronaldo Caiado (PSD) à Presidência da República, mas deixou claro que cada aliado da chapa pode apoiar o candidato presidencial de sua preferência. Seu adversário principal será o governador Jerônimo Rodrigues (PT), que tenta a reeleição.

Na pesquisa da Paraná Pesquisas divulgada em 1º de julho de 2026, ACM Neto lidera a disputa pelo governo da Bahia com 49,2% das intenções de voto no cenário estimulado, contra 37,5% de Jerônimo Rodrigues. O levantamento ouviu 1.500 eleitores em 64 municípios baianos entre os dias 27 e 30 de junho, tem margem de erro de 2,6 pontos percentuais e está registrado no TSE sob o número BA-04848/2026.

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Jornalista formado em Comunicação Social pela Universidade Federal de Viçosa (UFV). Atuou com produção de conteúdo editorial e cobertura de pautas voltadas a tecnologia, negócios e comportamento digital. Cobre as eleições de 2026 para a Itatiaia.