O presidente da CPMI do INSS, senador Carlos Viana (Podemos-MG), afirmou nesta quinta-feira (5), em entrevista à CNN Brasil, que aguarda até a próxima terça-feira (10) uma resposta do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, sobre o pedido de prorrogação dos trabalhos da comissão.
Segundo Viana, caso o pedido não seja atendido pelo Senado, ele pretende recorrer ao Supremo Tribunal Federal para garantir a continuidade das investigações. “Eu conversei muito com o presidente, expliquei a ele a nossa necessidade e disse que não quero precisar ter que recorrer ao Supremo por conta desse assunto”, completou.
Durante a entrevista, o senador afirmou que a comissão entrou em sua fase mais delicada, justamente quando as apurações passam a atingir atores políticos. “Desde o início eu sempre afirmei que, a fase mais difícil da CPMI seria justamente a que envolveria parlamentares nas investigações e assim está sendo. Quanto mais para o final chegamos, mais coisas aparecem e isso vai piorar. Acredito que todas essas revelações que já aconteceram e que estão por vir, vão pressionar ainda mais a instalação da CPMI do Banco Master também”, disse o senador.
Viana também voltou a criticar decisões recentes que, segundo ele, teriam impactado o ritmo da comissão, incluindo a suspensão de medidas determinadas pela CPMI e o que classificou como tentativas de atrasar os trabalhos. Outro ponto destacado pelo senador foi a intenção de ouvir o empresário Daniel Vorcaro. Para Viana, a presença do empresário na comissão se tornou “uma questão de honra”.
O presidente da CPMI também afirmou que pretende oficiar a Polícia Federal e o Ministério Público para que investiguem a morte de um homem apontado como “capanga” de Vorcaro, diante da possibilidade de que o caso esteja relacionado a uma tentativa de queima de arquivo.