O cientista político e diretor da Quaest, Felipe Nunes, avalia que o cenário de divisão entre bolsonaristas e lulistas se mantém significativo no Brasil e em Minas Gerais, com grande impacto na decisão do eleitor em outubro.
Durante o lançamento do livro “Brasil no Espelho”, em Belo Horizonte, Nunes afirmou que os candidatos que estão de olho no Palácio do Planalto deveriam ficar atentos para o cenário político e as tendências do eleitor mineiro.
“Minas é uma amostra muito boa do Brasil. Não é à toa que nenhum presidente venceu no país sem ganhar em Minas Gerais. Quem consegue entender o estado consegue compreender o Brasil. Essa é a grande questão que está sendo colocada nas disputas presidenciais. Eu acho que os candidatos, se quiserem aproveitar bem suas campanhas, deveriam começar por Minas, porque aqui estão os grandes segredos do eleitorado”, avaliou Nunes.
“As pesquisas que temos feito trazem algumas dicas do que vem por aí nas eleições. A gente consegue mapear que há no Brasil 22% de eleitores que se declaram lulistas e 13% que se chamam de esquerda não lulista, aproximadamente 35%. Do outro lado, temos 13% que se autoidentificam como bolsonaristas e outros 22% como direita não bolsonarista. Ou seja, os mesmos 35%", explicou Nunes.