Partidos de BH ultrapassam cota mínima de candidaturas femininas para eleições 2024
Legislação eleitoral determina que pelo menos 30% dos candidatos devem ser mulheres; fraudes já foram punidas com cassação de chapas

Os partidos políticos já começaram a anunciar suas chapas com os nomes dos pré-candidatos que vão concorrer aos cargos de prefeito e vereador nas eleições municipais de 2024. As listas divulgadas até o momento mostram que as legendas estão ultrapassando o mínimo estabelecido pela legislação eleitoral de candidaturas femininas. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determina que 30% dos postulantes aos cargos devem ser do sexo feminino.
As três convenções realizadas até o momento anunciaram, cada, 42 pré-candidatos ao cargo de vereador, o máximo permitido pela lei. A primeira convenção foi do PRD, que divulgou uma lista com 28 candidatos homens e 14 mulheres, ou seja, 33,3% das pré-candidaturas são femininas.
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Único vereador do partido na atual legislatura, Wanderley Porto afirma que as mulheres escolhidas são engajadas com as ideias da sigla. “Infelizmente, a gente ainda tem menos mulheres se colocando à disposição. Temos mulheres acima da cota mínima e totalmente engajadas. O partido zela pela questão da ética, moral, em não seguir maus exemplos, que a gente teve até mesmo nessa legislatura aqui na Câmara, onde dois partidos tiveram suas chapas cassadas. Então, são mulheres totalmente comprometidas, que têm mostrado seu empenho, têm a sua atuação de base e que a gente espera também que façam um bom papel. E temos até mulheres que estão disputando a cabeça da chapa também”, afirmou.
A mesma proporção foi encontrada na chapa divulgada pelo PSD, partido do atual prefeito de Belo Horizonte, Fuad Noman, com 28 homens e 14 mulheres. A chapa PSDB e Cidadania, por sua vez, tem 38,1% das candidatas são mulheres, fato que foi exaltado pela presidente do colegiado, Luzia Ferreira, na convenção do partido, realizada na última segunda-feira (22).
“Fizemos um esforço para ter mais mulheres na chapa do que o número mínimo permitido, que é a cota de 30%, com o objetivo de incentivar mais mulheres a participar da política e disputar votos. Acho que isso é importante para a nossa cidade, é importante para o Brasil valorizar as mulheres, incentivá-las na participação política”.
Atualmente, dos 41 vereadores com mandatos na Câmara Municipal de Belo Horizonte, 10 são mulheres:
- Cida Falabella (PSOL)
- Fernanda Altoé (Novo)
- Flávia Borja (Democracia Cristã)
- Iza Lourença (PSOL)
- Janaína Cardoso (União)
- Loíde Gonçalves (MDB)
- Marcela Trópia (Novo)
- Marilda Portela (PL)
- Professora Marli (PP)
- Professora Nara (Rede)
Fraude à cota de gênero cassou vereadores em BH
Em março deste ano, o Tribunal Superior Eleitoral cassou o mandato dos vereadores César Gordin (Solidariedade) e Wesley Moreira (PP) porque o partido o qual os dois estavam filiados nas eleições de 2020, o PROS, fraudou a cota de gênero usando candidaturas laranja.
Curiosamente, Gordim havia assumido o mandato na Câmara Municipal de Belo Horizonte ocupando a vaga deixada por Uner Augusto, cassado pelo mesmo motivo. Professora Nara (Rede) e Preto (DEM) assumiram as duas vagas.
Graduado em jornalismo e pós graduado em Ciência Política. Foi produtor e chefe de redação na Alvorada FM, além de repórter, âncora e apresentador na Bandnews FM. Finalista dos prêmios de jornalismo CDL e Sebrae.


