Pacheco indica data inadiável para sessão do Congresso após falta de consenso para análise dos vetos nesta 4ª
Líder do governo no Congresso, senador Randolfe Rodrigues, articula apoio aos vetos de Lula para sessão conjunta em maio

A ausência de consenso em pautas cruciais para a sessão do Congresso Nacional marcada para esta quarta-feira (24) obrigou o presidente, senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG), a adiá-la pela segunda e última oportunidade. Após uma série de reuniões com líderes das bancadas no Senado Federal e na Câmara dos Deputados e com ministros do Governo Lula, Pacheco indicou quando a sessão ocorrerá — e sem possibilidade de adiá-la novamente.
“Agora a gente define, de fato, uma data inadiável com o compromisso de todos os líderes para encontrarmos o máximo de convergência. Eventualmente, aquilo que não for possível ter consenso, irá para voto”, afirmou Pacheco. Ele detalhou que a decisão de adiar a sessão não partiu apenas da presidência do Congresso, mas, também dos ministros de Estado e de lideranças do Senado.
Ministros de Lula articularam derrubada da sessão
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) escalou os ministros da articulação política do Palácio do Planalto, Alexandre Padilha, das Relações Institucionais, e Rui Costa, da Casa Civil, para uma intervenção pelo adiamento da sessão do Congresso Nacional.
Os governistas triunfaram minutos antes do horário previsto para começar a sessão conjunta dos parlamentares da Câmara dos Deputados e do Senado Federal, que analisariam um pacote de vetos da presidência da República. A pauta continha o veto à lei das saidinhas, dado como derrota certa para Lula, e também aquele que barrava a liberação de R$ 5,6 bilhões em emendas parlamentares.
Esse e outros vetos atrelados à Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e à Lei Orçamentária Anual (LOA), baixados no ano passado pelo petista, eram o grande entrave entre aliados, os partidos ligados ao Centrão e a oposição.
Desde o início da manhã, a realização da sessão era tratada como incerta no Senado Federal. Entretanto, na Câmara dos Deputados, os parlamentares pareciam dispostos a pôr os vetos em xeque. A articulação aconteceu durante todo o dia na residência oficial do Senado, onde mora o presidente do Congresso Nacional, senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG).
Por ali passaram os ministros Rui e Padilha, os senadores Otto Alencar (PSD-BA), Weverton Rocha (PDT-MA) e Eduardo Braga (MDB-AM) — todos eles líderes das bancadas de seus partidos — e o deputado federal Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), líder da maioria na Câmara. Também estiveram na residência oficial os líderes do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), e no Congresso, Randolfe Rodrigues (Sem partido-AP).
Repórter de política em Brasília. Na Itatiaia desde 2021, foi chefe de reportagem do portal e produziu série especial sobre alimentação escolar financiada pela Jeduca. Antes, repórter de Cidades em O Tempo. Formada em jornalismo pela Universidade Federal de Minas Gerais.



