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Marco Aurélio Mello diz que se arrepende de apoiar indicação de Moraes ao STF

Declaração foi feita em entrevista à CNN, após a divulgação de mensagens entre Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Mello criticou as atitudes de Moraes e defendeu a conduta de André Mendonça no caso.

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Ex-ministro do STF, Marco Aurélio Mello
Marco Aurélio Mello, ministro aposentado do STF • Carlos Moura/STF

O ministro aposentado do STF (Supremo Tribunal Federal) Marco Aurélio Mello afirmou, em entrevista à CNN neste sábado (5), que "se arrependimento matasse não estaria aqui" ao comentar seu apoio à indicação do ministro Alexandre de Moraes à Suprema Corte. A declaração surge após a publicização de trocas de mensagens entre Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, antigo proprietário do extinto Banco Master.

Mello classificou como seríssimos os fatos que vieram à tona e relembrou o contexto da indicação de Moraes. "Quando caiu o avião e morreu o ministro Teori Zavascki, eu disse que o presidente Temer tinha um homem talhado para o cargo: professor universitário, membro do Ministério Público, secretário de segurança do prefeito Kassab, secretário de governo do governador Geraldo Alckmin, ministro da justiça. Se arrependimento matasse eu não estaria aqui hoje conversando com vocês", reiterou o ex-ministro.

O magistrado aposentado ainda pontuou que o ministro Alexandre de Moraes "vem errando a mão e isso é muito ruim". A situação, segundo Mello, contribui para uma crise no STF e especulações sobre o futuro do ministro.

As trocas de mensagens entre Vorcaro e Moraes integram um relatório da PF (Polícia Federal) cujo sigilo foi derrubado pelo ministro do STF André Mendonça. A atitude de Mendonça gerou acusações de Moraes de que ele teria atuado fora do regimento jurídico. A ação de Mendonça foi vista por alguns como uma esperança para resgatar o STF.

À CNN, Marco Aurélio Mello saiu em defesa da condução de André Mendonça no caso, avaliando que o atual momento da Corte representa uma "inversão de valores". "Eu penso que está havendo uma inversão de valores. O ministro André Mendonça se defrontou com um relatório da PF (Polícia Federal) e procedeu como deveria, encaminhando à PGR (Procuradoria-Geral da República)", declarou o ex-ministro do Supremo.

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