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Lula afirma que não suspenderá a MP que proibiu as bets e dispara: 'máquina de matar povo pobre'

Em cerimônia para sancionar lei de incentivo ao futebol feminino na Copa, o presidente afirmou que a proibição das bets não vai impactar na arrecadação dos clubes de futebol

Por, Brasília
Ricardo Stuckert

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que a proibição das bets no Brasil não provocará prejuízos ao futebol e classificou as plataformas de apostas como uma “máquina de matar o povo pobre”. Além disso, declarou que não irá revogar a medida provisória que foi assinada na última sexta-feira (25).

A declaração foi dada nesta segunda-feira (28) durante a sanção da nova lei que estabelece diretrizes para o desenvolvimento do futebol feminino no país. Clubes de futebol estão com uma reunião marcada no Palácio do Planalto para amanhã (29) para discutir sobre o futuro do setor com a proibição.

“Esse negócio de termos acabado com as bets não traz nenhum prejuízo ao futebol. Eu faço questão de repetir o seguinte: nos melhores momentos da história do futebol brasileiro não existia bets. (...) A bets representa, teoricamente, menos que, talvez, 7% da arrecadação dos clubes. Então nós acabamos porque a bets estava sendo uma praga na vida das pessoas”, afirmou Lula.

O presidente associou, mais uma vez, a decisão do governo ao endividamento provocado pelas apostas e aos casos de dependência. Lula, inclusive, disse que as bets se tornaram "uma máquina de matar o povo pobre". Segundo ele, o vício nas apostas tira o dinheiro que deveria ser direcionado para o sustento nessas casas.

"Acabei porque ninguém vai mais tirar dinheiro do leite, do pão, da carne, da comida das crianças pra apostar em bets. Se eles quiserem ganhar dinheiro vai ser fazendo outra coisa. Gerando emprego de qualidade. E os clubes que se virem”, disse.

A proibição das apostas de quota fixa, determinada por medida provisória que alcança apostas esportivas e jogos on-line e proíbe a exploração, oferta, intermediação e publicidade das plataformas.

A nova lei do futebol feminino

As declarações ocorreram na cerimônia que inaugurou a nova legislação para que o futebol feminino seja prioridade nas políticas esportivas brasileiras. A lei estabelece medidas para ampliar a profissionalização da modalidade. A mudança ocorre há quase um ano do início da Copa do Mundo Feminina de 2027, que será realizada no Brasil.

Entre os principais pontos estão:

  • Profissionalização das jogadoras: na primeira divisão nacional cada equipe poderá inicialmente inscrever no máximo quatro atletas amadoras. Esse limite será reduzido gradualmente até que a competição seja formada apenas por atletas profissionais;
  • Igualdade de oportunidades: as políticas públicas deverão promover condições mais equilibradas para homens e mulheres no acesso, permanência, participação e valorização profissional no esporte;
  • Igualdade salarial: o poder público deverá estimular medidas destinadas a reduzir diferenças de remuneração entre homens e mulheres no futebol;
  • Estímulos para mais jogadoras mulheres: a legislação prevê o incentivo à presença feminina na gestão, arbitragem, formação, direção técnica e outras atividades ligadas ao futebol;
  • Combate à violência e discriminação: ações contra discriminação, intolerância e violência direcionadas às mulheres no ambiente esportivo serão implementadas;
  • Legado da Copa: será criado um plano para que o evento deixe resultados sociais, esportivos e financeiros para o futebol feminino brasileiro.

 

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Formada em jornalismo pela Universidade de Brasília (UnB), tem cinco anos de experiência na comunicação política. Desde a reportagem, no Correio Braziliense, até a assessoria parlamentar. Em 2024, atuou em campanha eleitoral majoritária. Especialista em gerenciamento de crise e construção de imagem. Na Itatiaia, escreve para o portal, em Brasília.

 

 

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