Governo estima devolver R$ 1,7 bilhão a apostadores após proibição das bets
Ministério da Fazenda calcula que valor será restituído aos usuários; prazo para saque voluntário termina em 5 de outubro

O governo federal estima que cerca de R$ 1,7 bilhão serão devolvidos aos apostadores após a publicação da Medida Provisória (MP) que proibiu as apostas de quota fixa no Brasil, conhecidas como bets. O cálculo foi feito pelo Ministério da Fazenda e representa o montante que ainda permanece nas contas dos usuários das plataformas.
Com a entrada em vigor da medida, já está proibida a realização de novos depósitos para apostas. Os apostadores, no entanto, ainda podem retirar os valores que possuem nas contas das empresas.
Segundo o cronograma estabelecido pelo governo, os usuários têm até 23h59 do dia 5 de outubro para sacar voluntariamente o dinheiro disponível nas plataformas. A partir de 6 de outubro, todos os sites e aplicativos de apostas deverão interromper as operações no país e sair do ar.
Caso o apostador não consiga retirar o saldo dentro do prazo, a devolução será feita automaticamente por meio das instituições financeiras.
Como será a devolução
As empresas de apostas terão entre os dias 7 e 8 de outubro para informar aos bancos os valores existentes nas contas dos usuários, identificados pelo CPF.
Na sequência, entre os dias 9 e 14 de outubro, os bancos serão responsáveis por devolver integralmente os recursos aos apostadores.
Se houver qualquer impedimento para a restituição, a partir de 14 de outubro a Caixa Econômica Federal ficará encarregada de intermediar a devolução dos valores.
MP precisa ser aprovada pelo Congresso
A medida provisória foi publicada na última sexta-feira (25) e já está em vigor. O texto proíbe a exploração, oferta, intermediação e publicidade das apostas de quota fixa em todo o território nacional.
A proibição alcança as apostas esportivas, os cassinos virtuais, como o chamado "Jogo do Tigrinho", e também plataformas sediadas no exterior que ofereçam serviços a usuários brasileiros.
Apesar de produzir efeitos imediatos, a MP ainda precisa ser aprovada pelo Congresso Nacional em até 120 dias para se tornar definitiva.
Cronograma definido pelo governo
- Já está em vigor: proibidos novos depósitos e novas publicidades de bets;
- Até 5 de outubro: prazo para retirada voluntária dos saldos pelos apostadores;
- 6 de outubro: sites e aplicativos de apostas deixam de funcionar;
- 7 e 8 de outubro: empresas informam aos bancos os saldos por CPF;
- 9 a 14 de outubro: bancos realizam a devolução dos recursos;
- A partir de 14 de outubro: Caixa Econômica Federal assume a devolução nos casos em que houver impedimentos.
Aline Pessanha é jornalista, com Pós-graduação em Marketing e Comunicação Integrada pela FACHA - RJ. Possui passagem pelo Grupo Bandeirantes de Comunicação, como repórter de TV e de rádio, além de ter sido repórter na Inter TV, afiliada da Rede Globo.


