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'Jamais vou me render ao radicalismo', diz Pacheco, cotado para o Governo de Minas

O senador e ex-presidente do Congresso disse que possíveis adversários serão respeitados, mas afirmou que não vai se render a extremismos

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Senador Rodrigo Pacheco (PSD) no estúdio da Itatiaia, em Brasília
Senador Rodrigo Pacheco (PSD) no estúdio da Itatiaia, em Brasília • Amanda Carvalho / Itatiaia

O senador e ex-presidente do Congresso Nacional, Rodrigo Pacheco (PSD), evitou comentar sobre possíveis nomes de adversários na disputa para o Governo de Minas Gerais em 2026. Em entrevista à Itatiaia nesta segunda-feira (14), ele defendeu o "respeito na política" e criticou a antecipação do debate eleitoral, mas garantiu que não vai se render "ao radicalismo".

"Eu vou conversar com todo mundo, conversar com todos os partidos políticos, mas com quem seja democrático, quem não negue ciência, quem não nega a vacina, quem não nega que houve uma ditadura, quem não nega que nós precisamos preservar a democracia, quem não nega que a institucionalidade, o respeito aos demais poderes e às instituições é uma tônica interessante para o progresso do país", falou Pacheco.

"Às vezes, até você aprende com o seu adversário. Pode haver alguma coisa nele que seja útil para você fazer uma boa gestão. Adversário você não escolhe, você respeita — e, de preferência, ganha dele. Porque, na política, é importante ter voto. Mas é muito importante que a gente volte a ter essa tradição de Minas: o respeito, a civilidade, a boa convivência.

Ainda que haja adversidade política, precisamos compreender que representamos um Estado endividado, sucateado, com servidores desvalorizados e muitos prefeitos insatisfeitos. Para reagir a isso, precisamos de uma construção mais coletiva, mais união, mais respeito — e menos intransigência, menos essa ideia de que alguém é dono da verdade. É ruim essa antecipação exagerada do processo eleitoral que estamos vendo em Minas e no Brasil."

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Jornalista com trajetória na cobertura dos Três Poderes. Formada pelo Centro Universitário e Instituto de Educação Superior de Brasília (Iesb), atuou como editora de política nos jornais O Tempo e Poder360. Foi finalista do Prêmio CNT de Jornalismo em 2025. Atualmente, é coordenadora de conteúdo na Itatiaia.

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Edilene Lopes é jornalista, repórter e colunista na Itatiaia e analista de política na CNN Brasil. Na rádio, idealizou e conduziu o Podcast 'Abrindo o Jogo', que entrevistou os principais nomes da política brasileira. Está entre os jornalistas que mais fizeram entrevistas exclusivas com presidentes da República nos últimos 10 anos, incluindo repetidas vezes Luiz Inácio Lula da Silva e Jair Messias Bolsonaro. Mestre em ciência política pela UFMG, e diplomada em jornalismo digital pelo Centro Tecnológico de Monterrey (México), está na Itatiaia desde 2006, onde também foi também apresentadora. Como repórter, registra no currículo grandes coberturas nacionais e internacionais, incluindo eventos de política, economia e territórios de guerra. Premiada, em 2016 foi eleita, pelo Troféu Mulher Imprensa, a melhor repórter de rádio do Brasil. Em 2025, venceu o Prêmio Jornalistas Negros +Admirados na categoria Rádio e Texto.

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