O senador e ex-presidente do Congresso Nacional, Rodrigo Pacheco (PSD), evitou comentar sobre possíveis nomes de adversários na disputa para o Governo de Minas Gerais em 2026. Em entrevista à Itatiaia nesta segunda-feira (14), ele defendeu o “respeito na política” e criticou a antecipação do debate eleitoral, mas garantiu que não vai se render “ao radicalismo”.
“Adversário não se escolhe, se respeita”, disse. Pacheco afirmou que Minas precisa de união e civilidade, e não de “lacração nas redes sociais”. “Eu jamais vou me render ao radicalismo. Ainda que isso custe votos, popularidade ou até uma eleição.”
Pacheco também defendeu uma postura de respeito entre os adversários e pregou uma campanha mais propositiva. Ele destacou que a política precisa estar a serviço da reconstrução do Estado e não da disputa antecipada.
"Às vezes, até você aprende com o seu adversário. Pode haver alguma coisa nele que seja útil para você fazer uma boa gestão. Adversário você não escolhe, você respeita — e, de preferência, ganha dele. Porque, na política, é importante ter voto. Mas é muito importante que a gente volte a ter essa tradição de Minas: o respeito, a civilidade, a boa convivência.
Ainda que haja adversidade política, precisamos compreender que representamos um Estado endividado, sucateado, com servidores desvalorizados e muitos prefeitos insatisfeitos. Para reagir a isso, precisamos de uma construção mais coletiva, mais união, mais respeito — e menos intransigência, menos essa ideia de que alguém é dono da verdade. É ruim essa antecipação exagerada do processo eleitoral que estamos vendo em Minas e no Brasil.”
Assista à íntegra da entrevista com Rodrigo Pacheco no