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Fux defende voto secreto em eventual eleição indireta para governo do RJ

Ministro do STF vota sobre regras do pleito e adia posição sobre modelo de escolha, enquanto Corte ainda decide entre eleição direta ou indireta

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Ministro Luiz Fux durante julgamento de Bolsonaro e outro sete réus no STF
Ministro Luiz Fux durante julgamento de Bolsonaro e outro sete réus no STF • Gustavo Moreno/STF

O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), votou nesta quarta-feira (8) para que, em caso de eleição indireta para o mandato-tampão do governo do Rio de Janeiro, a votação seja realizada de forma secreta pelos deputados estaduais.

A manifestação ocorreu em uma ação na qual Fux é relator e que trata especificamente das regras a serem adotadas caso a escolha do novo governador seja feita de forma indireta, ou seja, pelos parlamentares da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj).

O STF também analisa outro processo que discute o próprio modelo da eleição: se a escolha será direta, com voto da população, ou indireta, via Legislativo estadual.

Nessa segunda ação, relatada pelo ministro Cristiano Zanin, Fux optou por não votar neste momento e afirmou que aguardará o posicionamento dos demais ministros antes de se manifestar.

A Corte julga um recurso apresentado pelo diretório estadual do PSD, que defende a realização de eleições diretas para o comando interino do estado.

O impasse ocorre após a decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que tornou o então governador Cláudio Castro inelegível. Diante disso, foi determinada a realização de uma eleição para o mandato-tampão.

Na véspera do julgamento do TSE, Castro renunciou ao cargo dentro do prazo de desincompatibilização para disputar o Senado. A medida foi interpretada por aliados como uma tentativa para que o estado tenham uma eleição indireta.

A necessidade de um novo pleito também decorre do esvaziamento da linha sucessória no estado. O ex-vice-governador Thiago Pampolha deixou o cargo em 2025 para assumir uma vaga no Tribunal de Contas do Estado.

Já o presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar, foi cassado na mesma decisão do TSE que atingiu Castro e também deixou o cargo.

Atualmente, o presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ), Ricardo Couto de Castro, exerce interinamente o governo do estado.

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Repórter de política em Brasília, com foco na cobertura dos Três Poderes. É formado em Jornalismo pela Universidade de Brasília (UnB) e atuou por três anos na CNN Brasil, onde integrou a equipe de cobertura política na capital federal. Foi finalista do Prêmio de Jornalismo da Confederação Nacional do Transporte (CNT) em 2023.