Pré-candidato à presidência, Zema diz que tem currículo e não sobrenome como outros
Mineiro afirma que nunca teve contato com Daniel Vorcaro e diz que seu grupo político consolidou novo cenário eleitoral em Minas Gerais

O ex-governador de Minas Gerais e atual pré-candidato a presidência da república,Romeu Zema (Novo), fez novas críticas ao PT, comentou nesta segunda-feira (22), sobre os desdobramentos das investigações envolvendo o Banco Master e voltou a defender seu perfil como alternativa à política tradicional durante agenda política realizada após viagem ao Nordeste em evento da Confederação Nacional da Indústria, em Brasília.
Ao falar sobre o cenário eleitoral mineiro, Zema afirmou que o PT perdeu protagonismo no estado e sustentou que a legenda dificilmente terá um candidato competitivo ao governo de Minas em 2026. Segundo o governador, o espaço político da esquerda diminuiu após os mandatos de seu grupo à frente do Executivo estadual. Zema citou o atual governador Matheus Simões, do PSD, como o nome apoiado por seu grupo para a sucessão estadual: "Lá em Minas Gerais o PT não terá candidato competitivo ao governo. Em 2022 já não teve e, neste momento, o partido está enterrado politicamente no estado. O que nós vamos apresentar é a continuidade de um projeto que recuperou Minas depois de anos de dificuldades fiscais e administrativas", afirmou.
Durante a declaração, o governador associou os problemas fiscais enfrentados por Minas em gestões anteriores ao Partido dos Trabalhadores e afirmou que pretende apresentar ao restante do país a experiência de gestão adotada em seu estado. Zema também criticou a política econômica do governo federal e relacionou o cenário de juros elevados ao aumento dos gastos públicos.
O governador também abordou as investigações relacionadas ao Banco Master e ao empresário Daniel Vorcaro. Sem citar nomes, Zema afirmou que nunca teve contato com o banqueiro, apesar de ambos terem atuação em Minas Gerais: "Moro em Belo Horizonte há nove anos, na cidade onde Daniel Vorcaro nasceu, cresceu e construiu sua trajetória empresarial. Nunca tive qualquer encontro com ele, nunca recebi pedido de audiência e nunca mantive relação com o banqueiro. Isso demonstra a forma como conduzimos a administração pública em Minas Gerais", completou.
Segundo ele, Vorcaro jamais solicitou audiência ou manteve qualquer relação institucional com seu governo. Na mesma fala, o governador elogiou a condução das investigações pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, e defendeu que os órgãos de controle mantenham independência na apuração de possíveis irregularidades.
Ao comentar a disputa presidencial de 2026, Zema voltou a reforçar a imagem de gestor oriundo da iniciativa privada e fez uma referência indireta a adversários que carregam sobrenomes tradicionais da política nacional. Zema afirmou que se considera um candidato com trajetória construída pela experiência profissional e administrativa, e não por herança política familiar: "Eu sou diferente da maioria dos nomes que estão na política nacional. Muitos carregam sobrenomes conhecidos e vêm de famílias tradicionais da política. Eu tenho currículo. Vim da iniciativa privada, gerei empregos, administrei empresas e mostrei em Minas Gerais que é possível governar sem parentes, sem apadrinhados e sem os vícios da velha política."
O governador afirmou que continuará percorrendo estados do Norte e do Nordeste nos próximos meses como parte desse processo de construção política para as eleições de 2026.
Aline Pessanha é jornalista, com Pós-graduação em Marketing e Comunicação Integrada pela FACHA - RJ. Possui passagem pelo Grupo Bandeirantes de Comunicação, como repórter de TV e de rádio, além de ter sido repórter na Inter TV, afiliada da Rede Globo.



