Belo Horizonte
Itatiaia

Flávio Bolsonaro sai em defesa de Valdemar Costa Neto e critica atuação da Polícia Federal

Senador afirma confiar que presidente do PL responderá às acusações e classifica investigação como perseguição política

Por
O presidente nacional da legenda, Valdemar da Costa Neto, e o senador Flávio Bolsonaro. • Beto Barata / PL.

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) saiu em defesa do presidente nacional do Partido Liberal, Valdemar Costa Neto, após a decisão do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou medidas cautelares contra o dirigente da legenda.

Em nota divulgada nesta sexta-feira (10), Flávio afirmou ter confiança de que Valdemar esclarecerá todos os pontos levantados na investigação: "Tenho certeza que o presidente Valdemar saberá dar todas as respostas aos pontos levantados." O senador também argumentou que a atuação de Valdemar junto aos parlamentares faz parte das atribuições de quem preside o maior partido do país: "Como presidente do maior partido do Brasil, é natural que ele atue politicamente junto a deputados federais, em especial os do próprio PL."

Na manifestação, Flávio Bolsonaro também criticou a atuação da Polícia Federal. Segundo ele, a corporação estaria direcionando esforços para investigar adversários políticos do governo federal, enquanto deixaria de apurar outras denúncias: "Lamentável ver a PF atuando de forma seletiva para constranger um adversário político do atual governo."

O senador ainda afirmou que a Polícia Federal alega não ter efetivo nem recursos para investigar denúncias envolvendo um dos filhos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), mas mobilizaria estrutura para apurar casos envolvendo integrantes da oposição: "Essa perseguição precisa parar."

A manifestação de Flávio Bolsonaro foi exposta depois que a defesa de Valdemar Costa Neto divulgar nota contestando a decisão do ministro Flávio Dino. Os advogados do presidente do PL afirmam que as medidas cautelares foram adotadas com base em "premissas frágeis" e anunciaram que recorrerão ao Supremo Tribunal Federal para tentar reverter a decisão.

Por

Aline Pessanha é jornalista, com Pós-graduação em Marketing e Comunicação Integrada pela FACHA - RJ. Possui passagem pelo Grupo Bandeirantes de Comunicação, como repórter de TV e de rádio, além de ter sido repórter na Inter TV, afiliada da Rede Globo.