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Viagem de Flávio Bolsonaro aos EUA é criticada por setor produtivo; entenda

Senador e candidato à Presidência foi criticado por parte do setor produtivo brasileiro após sua atuação nos Estados Unidos em discussões sobre tarifas. Empresários esperavam uma abordagem mais técnica e menos política para defender os interesses do país

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Ala do setor produtivo reage mal à ida de Flávio aos EUA • Carlos Moura/Agência Senado

A atuação do senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), nos Estados Unidos, para discutir tarifas sobre produtos brasileiros, gerou críticas do setor produtivo. Empresários que acompanham as audiências esperavam uma abordagem mais técnica do parlamentar.

O setor produtivo buscava dissuadir o governo americano da aplicação de novas tarifas ao Brasil. No entanto, a avaliação é que Flávio Bolsonaro perdeu a oportunidade de dialogar tecnicamente sobre comércio. Havia expectativa para que ele defendesse, de forma mais ampla, os interesses das empresas brasileiras afetadas pela medida.

Representantes do setor avaliam que havia espaço para uma intervenção mais objetiva, focada nos argumentos já utilizados pelos empresários brasileiros, com mais informações sobre os impactos econômicos das tarifas, as cadeias produtivas atingidas e os riscos para consumidores e empresas dos dois países. Interlocutores ouvidos pela colunista da CNN, Tainá Falcão, afirmam que Flávio manteve o tom político que já adota no Brasil, em vez de um discurso técnico.

Apesar das críticas à postura do senador, isso não significa apoio à atuação do governo brasileiro. Há queixas entre empresários de que o governo “deixou” o setor produtivo sozinho na tentativa de reverter os efeitos das tarifas. A presença de observadores da embaixada do Brasil, em Washington, foi bem recebida, mas considerada insuficiente para preencher o vazio na articulação.

Nesse cenário, a participação de Flávio Bolsonaro também não foi vista como capaz de auxiliar. Empresários entendem que o senador poderia ter usado sua agenda para buscar apoio entre setores e não "pregar para convertido", direcionando o discurso mais para sua base política.

Um dos relatos é que, após a saída do senador, a audiência voltou a ganhar atenção dos presentes. A participação dele foi descrita por um interlocutor como um "lapso" em meio a uma discussão que exigia argumentos econômicos mais consistentes.

Para parte do setor produtivo, a passagem de Flávio pelos Estados Unidos poderia ter sido uma chance de flertar com um papel mais moderado e presidencial. Em vez disso, a avaliação é que reforçou a imagem de um político em campanha, ao invés de atuar em prol do setor.

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Esse texto foi gerado por inteligência artificial com base no conteúdo produzido pela CNN Brasil. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da Itatiaia.

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