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Flávio Bolsonaro estende viagem aos EUA para discutir tarifa de 25% sobre produtos brasileiros

Senador participa de audiência em Washington, adia agenda em Pernambuco e afirma que terá novas reuniões para tentar convencer o governo dos Estados Unidos a rever a medida

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Na Marcha dos Prefeitos, Flávio Bolsonaro propõe flexibilização da escala 6x1 e fala em modernizar o SUS • Geraldo Magela/Agência Senado

O senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou nesta terça-feira (7) que vai estender sua permanência nos Estados Unidos para participar de novas reuniões sobre a tarifa adicional de 25% imposta pelo governo norte-americano a produtos brasileiros. Segundo ele, a decisão levou ao adiamento de uma agenda que cumpriria em Pernambuco.

Flávio está em Washington desde segunda-feira (6), onde participa de uma audiência pública promovida pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês), órgão responsável pela investigação comercial aberta contra o Brasil.

Em vídeo divulgado por sua assessoria, o senador afirmou que permanecerá nos Estados Unidos para tentar convencer o governo norte-americano a rever a medida.

"É muito importante ter mais reuniões que vamos ter aqui para tentar convencer o governo americano e demonstrar, mais uma vez, de forma técnica e política, que essas tarifas são muito ruins para o Brasil e também para os Estados Unidos", disse.

A agenda em Pernambuco estava prevista para o dia 9 de julho. Ao anunciar o adiamento, Flávio pediu desculpas e afirmou que retornará ao estado em outra oportunidade. Segundo ele, neste momento, o foco é atuar contra o chamado "tarifaço".

Durante a audiência desta terça-feira, o senador deve fazer um discurso de cinco minutos sobre a tarifa adicional e o Pix, sistema de pagamentos que também integra a investigação comercial conduzida pelos Estados Unidos.

Para participar do encontro, Flávio Bolsonaro encaminhou um documento de 86 páginas às autoridades norte-americanas. No material, ele solicita a suspensão das tarifas sobre produtos brasileiros e defende que o Pix seja retirado da disputa comercial entre os dois países.

O senador também afirmou que espera uma mudança na condução das negociações entre Brasil e Estados Unidos a partir do próximo ano, caso haja mudança no comando do Palácio do Planalto.

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