Flávio usa INSS, Banco Master e Pix para pedir fim de tarifa dos EUA; entenda
O senador associa casos recentes de corrupção no Brasil à esquerda política, reforça que no governo de Jair Bolsnaro não aconteceram casos de corrupção e defende o PIX como um legado de seu pai

Durante audiência pública do Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR), em Washington, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou que a corrupção prejudica diretamente a população brasileira e associou casos recentes a governos de esquerda. Segundo ele, episódios como as fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e as investigações envolvendo o Banco Master demonstram uma "característica" desse campo político e, por isso, esse modelo de gestão deve ser enfraquecido.
Flávio também ressaltou que, durante os quatro anos do governo do ex-presidente Jair Bolsonaro, não houve escândalos de corrupção.
"Todos esses casos ocorreram sob governos liderados pelo Partido dos Trabalhadores. O Brasil teve quatro anos sob o presidente Bolsonaro sem um único escândalo de corrupção. A corrupção se tornou uma característica da esquerda política no Brasil", declarou.
"A corrupção é um dos maiores problemas enfrentados pela população brasileira. Não há discordância sobre isso, mas a corrupção tem responsáveis identificáveis. Os quatro maiores escândalos de corrupção da história brasileira são a Operação Lava Jato, o escândalo envolvendo o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), em que o filho do presidente Lula é um dos investigados, e o caso do Banco Master", continuou.
Prejuízo comercial
Ao defender a revisão da tarifa de 25% imposta pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros, o senador admitiu que a medida "não produziu o efeito esperado". Segundo ele, as empresas americanas acabaram sendo prejudicadas comercialmente, enquanto o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) saiu politicamente fortalecido.
Os casos citados por Flávio Bolsonaro, no entanto, não fazem parte da investigação comercial aberta pelo governo americano. O senador recorreu aos episódios para sustentar o argumento de que o tarifaço influencia diretamente o cenário eleitoral brasileiro e que, sem uma mudança política no país, será difícil restabelecer plenamente as relações comerciais entre Brasil e Estados Unidos.
"Em apenas 90 dias, o cenário político do país poderá ser completamente diferente. A imposição de uma tarifa agora, que depois seria difícil de reverter, recompensaria os responsáveis pelas ações em questão", afirmou.
Defesa do Pix
Flávio Bolsonaro também saiu em defesa do Pix, incluído pelo governo americano na investigação comercial contra o Brasil. Na avaliação da USTR, a regulamentação do sistema favorece o Estado brasileiro e questionam o fato de o Banco Central atuar, ao mesmo tempo, como regulador e operador da plataforma de pagamentos.
Para os Estados Unidos, instituições financeiras com mais de 500 mil contas são obrigadas a oferecer o Pix, o que, na visão do órgão, cria uma vantagem competitiva para o sistema público em relação às empresas privadas.
Na audiência, Flávio argumentou que empresas americanas são beneficiadas pelo crescimento do sistema de pagamento, já que prestam serviços complementares às transações realizadas por meio da plataforma, e não concorrem diretamente com ela.
"O volume de transações realizadas por meio de serviços oferecidos por fornecedores dos Estados Unidos continuou crescendo com a expansão do Pix, já que essas empresas prestam serviços que complementam, e não competem com, o sistema de pagamentos brasileiro", defendeu.
O senador também afirmou que o Pix é um legado do governo Jair Bolsonaro que ampliou a inclusão econômica, especialmente com a população brasileira mais pobre.
"O Pix, sistema de pagamentos instantâneos do Brasil, foi criado durante a administração Bolsonaro. O Pix não é um problema que precisa ser resolvido; é uma solução. Ele ampliou a inclusão financeira ao trazer milhões de brasileiros, especialmente os mais pobres, para a economia formal", concluiu.
Formada em jornalismo pela Universidade de Brasília (UnB), tem cinco anos de experiência na comunicação política. Desde a reportagem, no Correio Braziliense, até a assessoria parlamentar. Em 2024, atuou em campanha eleitoral majoritária. Especialista em gerenciamento de crise e construção de imagem. Na Itatiaia, escreve para o portal, em Brasília.



