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Governo reage à participação de Flávio em audiência nos EUA e fala em 'objetivo eleitoreiro'

Em nota oficial, Secom afirma que senador não se posicionou contra o tarifaço e acusa parlamentar de legitimar investigação comercial norte-americana

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Flávio Bolsonaro (PL-RJ), Donald Trump e Lula (PT). • Andressa Anholete / Agência Senado | Official White House Photo by Daniel Torok | Ricardo Stuckert / PR.

O governo federal divulgou nesta terça-feira (8) uma nota oficial em que critica a participação do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na audiência pública promovida pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR), realizada para discutir a proposta de aplicação de tarifas sobre produtos brasileiros.

No documento, a Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República afirma que a intervenção do senador teve "claro objetivo eleitoreiro" e diz que Flávio foi o único brasileiro inscrito na audiência que não se posicionou contra o chamado tarifaço, defendendo apenas o adiamento da medida.

Segundo a nota, dos 78 participantes inscritos na audiência, 63 manifestaram posição contrária às tarifas, entre eles representantes brasileiros e norte-americanos. O governo afirma que, entre os 34 brasileiros que participaram do debate, apenas Flávio Bolsonaro não defendeu diretamente a revogação das medidas.

A Secom também acusa o senador de legitimar a investigação comercial conduzida pelos Estados Unidos e de não rebater as justificativas apresentadas pelo governo norte-americano para a adoção das tarifas contra produtos brasileiros.

A nota ainda critica declarações de Flávio sobre o PIX, afirmando que o parlamentar tenta mudar seu discurso em relação ao sistema de pagamentos instantâneos e que teria proposto subordinar o mecanismo aos interesses dos Estados Unidos.

Outro ponto destacado pelo governo é que as negociações com as autoridades norte-americanas continuam sendo conduzidas pelos canais diplomáticos. Segundo a Presidência, representantes dos ministérios do Desenvolvimento, da Justiça, das Relações Exteriores e do Palácio do Planalto participaram, nesta terça-feira, de reuniões técnicas com integrantes do USTR para buscar a reversão das tarifas.

Ao final do comunicado, o governo afirma que divergências políticas fazem parte do processo democrático, mas sustenta que "convocar uma potência estrangeira a pressionar o próprio país é traição à Pátria", acrescentando que há diferença entre fazer oposição ao governo e ao Brasil.

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Aline Pessanha é jornalista, com Pós-graduação em Marketing e Comunicação Integrada pela FACHA - RJ. Possui passagem pelo Grupo Bandeirantes de Comunicação, como repórter de TV e de rádio, além de ter sido repórter na Inter TV, afiliada da Rede Globo.