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Flávio Bolsonaro: 'Lula é principal risco para tarifas dos Estados Unidos'

Parlamentar e pré-candidato à presidência da República desembarcou em Washington na manhã deste domingo (5)

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O senador da república e pré-candidato à presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ)
O senador da república e pré-candidato à presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ) • Carlos Moura/Agência Senado

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou neste domingo (5), em Washington, nos Estados Unidos, que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é o principal fator de risco para a possível imposição de tarifas dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros.

"Na minha opinião, o comportamento de Lula é deliberado para atrair as tarifas. Ele é o principal fator de risco para o Brasil ser tarifado", disse Flávio Bolsonaro em vídeo.

O parlamentar e pré-candidato à presidência da República desembarcou em Washington na manhã deste domingo (5). Ele participa nesta terça-feira (7) de audiência pública da investigação comercial aberta pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) contra o Brasil.

"Eu já estou aqui nos Estados Unidos para defender o Brasil e fazer a minha parte para evitar que os produtos brasileiros sejam tarifados. Enquanto o atual presidente do Brasil manda o dedo do meio para o povo brasileiro, eu vim até Washington para defender os brasileiros", afirmou o senador.

O resultado da audiência poderá embasar a decisão do governo americano sobre a aplicação de tarifas de 25% sobre produtos brasileiros, prevista para ser anunciada até 15 de julho.

O cronograma divulgado mostra Flávio Bolsonaro previsto para falar a partir das 10h (11h no horário de Brasília) no segundo e último dia da audiência. Ele deverá ter cinco minutos de fala, assim como os outros participantes. O senador já sinalizou que defenderá que a sobretaxa não seja implementada e pedirá que os dois países busquem uma solução por meio do diálogo.

Flávio Bolsonaro também quer "deixar claro" durante a audiência que, caso seja eleito para a presidência do Brasil, vai negociar com os Estados Unidos de "igual para igual, sem a necessidade de tarifas".

No mesmo painel do senador Flávio Bolsonaro estarão Roberto Azevêdo, diplomata e ex-diretor da Organização Mundial do Comércio (OMC), agora representando a Confederação Nacional da Indústria (CNI); Letícia Sperb Masselli, da Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados); Matt Priest, da Associação Americana de Distribuidores e Varejistas de Calçados (FDRA, do inglês Footwear Distributors and Retailers of America); e Peter Grueterich, do JPT Group LLC Bernardo Footwear.

O cronograma prevê dezenas de participantes, entre representantes de empresas, associações empresariais, escritórios de advocacia e especialistas em política comercial.

Antes do jogo do Brasil contra a Noruega, na Copa do Mundo, Flávio Bolsonaro realizou uma transmissão ao lado do irmão Eduardo Bolsonaro em Washington e voltou a dizer que Lula quer mais tarifas sobre produtos brasileiros para ganho político.

"Vocês estão com mais medo do Haaland ou com mais medo de o Brasil ficar mais quatro anos nas mãos do PT?", brincou o senador Flávio Bolsonaro durante a transmissão.

O governo brasileiro ainda busca convergência com os Estados Unidos para impedir o tarifaço sem precisar ceder em pontos cruciais para o Brasil.

Em resposta ao senador Flávio Bolsonaro, o Palácio do Planalto defende que haja uma reversão do tarifaço, independentemente de quem ganhe as eleições em outubro.

Até o dia 15 de julho, o ministro Márcio Elias Rosa, do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), ainda deve ter mais duas reuniões com o Representante de Comércio dos Estados Unidos, Jamieson Greer, para tratar das investigações comerciais contra o Brasil.

Na última quinta-feira (2), o ministro Márcio Elias Rosa se reuniu com Jamieson Greer e rechaçou qualquer possibilidade de negociações sobre o Pix, que vem sendo um dos principais alvos da investigação norte-americana.

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