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Conheça a carreira política de Marcos Vieira, pré-candidato ao Governo do SC

Marcos Vieira aposta no conhecimento dos 295 municípios catarinenses para disputar o Governo de Santa Catarina

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Pré-candidato é presidente estadual do PSDB e deputado em quinto mandato • Divulgação/Alesc

Deputado estadual em seu quinto mandato consecutivo e presidente estadual do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), Marcos Vieira (PSDB) é um dos pré-candidatos ao Governo de Santa Catarina nas eleições de 2026. Aos 67 anos, ele afirma que pretende encerrar a carreira pública disputando o Palácio Barriga Verde e aposta na experiência acumulada ao longo de mais de duas décadas na Assembleia Legislativa para apresentar uma alternativa ao cenário de polarização política.

O pré-candidato diz que a candidatura confirmada ainda depende das definições internas do PSDB e das negociações partidárias, mas assegura que está tecnicamente preparado para governar o estado. Como principal credencial, Vieira aponta o conhecimento dos 295 municípios catarinenses, adquiridos durante anos de atuação parlamentar e de viagens pelo interior.

Marcos Vieira é nascido em Ibicaré, no Meio-Oeste catarinense, administrador de empresas e filiado ao Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) desde a fundação da legenda, em 1988. Antes de ingressar na Assembleia Legislativa, construiu carreira na administração pública estadual, ocupando cargos como diretor da Companhia Catarinense de Águas e Saneamento (Casan), secretário-adjunto de Transportes e Obras, secretário de Administração e secretário de Desenvolvimento Regional.

Em 2006 foi eleito deputado estadual pela primeira vez. Reeleito em 2010, 2014, 2018 e 2022, exerce atualmente o quinto mandato consecutivo na Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc), onde presidiu comissões permanentes e integra a Mesa Diretora. Também preside o diretório estadual do PSDB, partido pelo qual construiu toda a carreira política.

O PSDB entre a polarização e a candidatura própria

Mesmo reconhecendo o encolhimento eleitoral do PSDB nos últimos anos, Marcos Vieira afirma que o partido não deve abandonar sua identidade para aderir aos extremos da política nacional.

A perda de espaço da legenda, segundo o pré-candidato, começou em 2018, quando o então candidato presidencial Geraldo Alckmin não conseguiu representar o sentimento antipetista que predominava entre parte do eleitorado. Isso teria aberto caminho para o crescimento de Jair Bolsonaro (PL) e provocado a migração de uma parcela importante do eleitor tradicional tucano.

Apesar desse diagnóstico, Vieira diz que continua se identificando como um político de centro-direita e rejeita aderir tanto ao bolsonarismo quanto ao lulismo. Para ele, a população demonstra sinais de desgaste com a polarização política e existe espaço para candidaturas moderadas capazes de promover diálogo e convergência.

Viera, ao comentar o cenário eleitoral catarinense, afirma que uma candidatura isolada não inviabiliza uma disputa competitiva. O pré-candidato lembra que Carlos Moisés, em 2018, e Jorginho Mello (PL), em 2022, venceram eleições sem grandes coligações partidárias e avalia que o PSDB pode repetir esse caminho caso permaneça com chapa própria.

Conhecimento dos municípios e experiência na Assembleia

Vieira costuma apresentar o conhecimento da realidade catarinense como seu principal diferencial em relação aos demais concorrentes. Ao longo da carreira, relata que visitou inúmeras vezes praticamente todas as regiões do estado e afirma conhecer de perto as demandas dos municípios, principalmente nas áreas de infraestrutura, desenvolvimento regional e gestão pública. Para o pré-candidato ao governo catarinense, essa experiência permite compreender as diferenças econômicas e sociais entre as diversas regiões catarinenses.

Também destaca sua atuação durante a reorganização das contas públicas estaduais. Segundo Vieira, a Assembleia Legislativa teve papel importante na recuperação financeira do Estado entre 2019 e 2020, especialmente por meio da revisão da política tributária e da construção de acordos entre governo e setores produtivos.

Entre as medidas que considera mais importantes está a redução da alíquota de ICMS de diversos segmentos produtivos, de 17% para 12%, iniciativa que, segundo ele, estimulou investimentos privados, ampliou a produção industrial e aumentou a arrecadação estadual sem elevar impostos.

Críticas à polarização e à candidatura de Carlos Bolsonaro

A pré-candidatura do vereador Carlos Bolsonaro (PL) ao Senado por Santa Catarina é criticada por Marcos Vieira. Avalia que candidatos de outros estados deveriam primeiro construir vínculos políticos e sociais com Santa Catarina antes de disputar cargos eletivos. O pré-candidato aponta que a indicação representa uma imposição externa ao eleitor catarinense e desconsidera lideranças locais já consolidadas.

Vieira também questiona a condução interna do Partido Liberal (PL) na definição das candidaturas. O processo teria privilegiado decisões nacionais em detrimento da autonomia das lideranças estaduais. Ainda assim, o pré-candidato ao Governo de Santa Catarina reconhece que nomes tradicionais, como Esperidião Amin, Caroline de Toni e Décio Lima, permanecem competitivos na disputa ao Senado.

A reconstrução do PSDB em Santa Catarina

Embora admita perdas recentes de prefeitos, deputados e lideranças políticas, Marcos Vieira afirma que o PSDB mantém uma base expressiva de filiados e trabalha na formação de novos quadros.

De acordo com o pré-candidato, o partido possui cerca de 97 mil filiados em Santa Catarina e continua entre as maiores legendas do estado nesse critério. O objetivo agora é renovar as lideranças municipais para fortalecer as chapas proporcionais e recuperar espaço nas próximas eleições.

Vieira também descarta qualquer possibilidade de deixar o PSDB. Diz que pretende ser enterrado com sua ficha de filiação partidária para demonstrar que permaneceu fiel à legenda durante toda a carreira política.

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Jornalista pela PUC Minas. Atuou na Rede Minas, no Estado de Minas e em assessoria de imprensa, com experiência em reportagem, produção de conteúdo e cobertura de temas de interesse público.