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Conheça a carreira política de Laís Chaud, pré-candidata ao Governo de SC

Laís Chaud disputa pela primeira vez o Governo de Santa Catarina defendendo pautas ligadas aos movimentos populares e aos trabalhadores

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Psicóloga e dirigente da Unidade Popular e disputa pela primeira vez o Governo de Santa Catarina • Reprodução/Redes Sociais

Laís Chaud (UP) é a pré-candidata escolhida pela Unidade Popular (UP) para disputar o Governo de Santa Catarina nas eleições de 2026. Psicóloga formada pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), trabalhadora da saúde e dirigente da Unidade Popular (UP), Chaud faz sua estreia em uma disputa majoritária e representa a primeira candidatura da legenda ao Executivo estadual desde a fundação do partido.

A pré-candidatura, segundo ela, foi construída coletivamente pela militância da UP e integra a estratégia nacional do partido de fortalecer uma alternativa de esquerda voltada aos movimentos populares. Chaud afirma que não pretende construir uma carreira política individual, mas atuar como porta-voz de um projeto socialista e revolucionário.

Chaud iniciou sua militância política durante a graduação em Psicologia na UFSC. Participou do movimento estudantil, integrou o centro acadêmico do curso e atuou em mobilizações em defesa da universidade pública e dos direitos das mulheres. Posteriormente, passou a integrar a coordenação do Movimento de Luta nos Bairros, Vilas e Favelas (MLB), uma das organizações que deram origem à Unidade Popular.

Fundada em 2019, a Unidade Popular surgiu da articulação entre movimentos sociais como Movimento de Mulheres Olga Benário, Correnteza e Movimento Luta de Classes. Laís afirma que essa origem diferencia a legenda de outros partidos da esquerda brasileira, já que sua estrutura foi construída a partir da atuação em movimentos populares e não de dissidências partidárias.

Propostas de Laís Chaud

As propostas apresentadas por Laís Chaud têm como foco direitos trabalhistas, habitação e segurança pública. Entre as principais bandeiras está a substituição da escala de trabalho 6x1 por uma jornada de quatro dias de trabalho e três de descanso, sem redução salarial. A mudança permitiria melhorar a qualidade de vida das famílias e reduzir a sobrecarga enfrentada pelos trabalhadores.

Na área da segurança pública, Chaud critica a política adotada pelo governo estadual e afirma que o aumento dos investimentos em armamentos não foi acompanhado pela redução da violência nas periferias. Também questiona operações policiais em comunidades e defende políticas públicas voltadas à proteção da população mais vulnerável.

Outra prioridade apontada pela pré-candidata é o déficit habitacional. Ela relaciona o aumento do custo da moradia ao crescimento da insegurança alimentar e afirma que muitas famílias catarinenses enfrentam dificuldades para pagar aluguel e adquirir alimentos básicos.

Mesmo sem representação no Congresso Nacional e sem tempo de propaganda eleitoral em rádio e televisão, Laís afirma que a Unidade Popular aposta na militância de base para ampliar sua presença política.

Segundo ela, o partido mantém atuação permanente em bairros, universidades e movimentos sociais por meio da distribuição de jornais, panfletagens e mobilizações populares. A dirigente também afirma que a legenda pretende lançar chapas para todos os cargos em disputa em 2026 e ampliar sua representação política em Santa Catarina.

Laís diz ainda que a UP possui diálogo com parlamentares de outras legendas da esquerda, como o deputado estadual Marquito (PSOL), mas ressalta que o partido optou por não integrar a frente formada por outras siglas progressistas. Segundo ela, a prioridade da legenda é manter independência política e construir alianças diretamente com movimentos populares e trabalhadores.

Única mulher na disputa pelo Governo de Santa Catarina

Até o momento, Laís Chaud é a única mulher entre os principais pré-candidatos ao Governo de Santa Catarina. Para ela, isso reforça o compromisso do partido com pautas ligadas às mulheres trabalhadoras e critica o contraste entre a imagem de Santa Catarina como um dos estados mais seguros do país e os índices de violência contra as mulheres.

Segundo a pré-candidata, o enfrentamento ao feminicídio passa por políticas públicas, melhores condições de trabalho e valorização das mulheres no mercado profissional. Chaud também cita dados sobre desigualdade salarial e defende maior participação feminina nos espaços de decisão política.

Crítica à esquerda tradicional e à polarização

Ao analisar o cenário político catarinense, Laís afirma que parte da esquerda perdeu espaço por adotar alianças amplas e, na avaliação da dirigente, afastar-se das pautas diretamente relacionadas aos trabalhadores.

Ela sustenta que a Unidade Popular procura ocupar esse espaço defendendo um programa socialista e revolucionário, com maior aproximação das demandas populares. A pré-candidata também afirma que o crescimento da extrema direita em Santa Catarina está relacionado ao enfraquecimento da organização popular e diz acreditar que existe espaço para uma alternativa à polarização entre direita e centro-esquerda no estado.

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Jornalista pela PUC Minas. Atuou na Rede Minas, no Estado de Minas e em assessoria de imprensa, com experiência em reportagem, produção de conteúdo e cobertura de temas de interesse público.