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A resposta de Marília ao pedido de Lula sobre o Governo de Minas

No último domingo (20), a petista se reuniu com Edinho, acompanhado da presidente estadual da sigla, deputada estadual Leninha

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Pré-candidata ao Senado, Marília Campos (PT-MG) • Reprodução/Redes sociais

A ex-prefeita de Contagem e pré-candidata ao Senado Federal, Marília Campos (PT-MG), repassou ao presidente Lula (PT), através da Executiva Nacional, representada pelo presidente Edinho Silva, que uma candidatura dela ao governo de Minas Gerais seria "inviável".

No último domingo (20), a petista se reuniu com Edinho, acompanhado da presidente estadual da sigla, deputada estadual Leninha. De acordo com Marília, no encontro, foi repassado pelas lideranças que Lula gostaria de ver a ex-prefeita como pré-candidata ao Palácio Tiradentes, na ausência do senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG) na disputa eleitoral.

Nesta terça-feira (30), em Nova Lima, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, Marília afirmou que o posicionamento que tem adotado ao longo das últimas semanas, quando internamente o nome dela ganhou força para uma eventual candidatura ao governo, de que politicamente a estratégia não faria sentido. "Renunciei do mandato de prefeita no meu município para ser pré-candidata ao Senado por Minas. A minha motivação, eu diria, que é a maior viabilidade do PT ter uma vitória política e eleitoral. Disse isso ao diretório [estadual] e ao PT nacional. Eles saíram com a incumbência de discutir meu posicionamento com o presidente Lula", disse.

A ex-prefeita tem defendido que a sigla não aposte em uma candidatura própria para Minas Gerais. Recentemente, ela tem tentado abrir caminho para diálogos com outros partidos incluindo o MDB, que tem o ex-vereador de BH, Gabriel Azevedo, como pré-candidato, e também com o PSB, que anunciou recentemente o ex-procurador-geral de Justiça Jarbas Soares como pré-candidato.

Quando questionada sobre a aproximação com os dois, Marília, no entanto, afirmou que a condução de uma eventual aliança "não cabe" a ela. "Eu diria que é um equívoco político [lançar candidatura própria]. Meu partido precisa de vitórias para, inclusive, se fortalecer. Eu acredito que a possibilidade de vitória está possível na minha pré-candidatura ao Senado por Minas Gerais. Na candidatura ao governo, na minha opinião, a gente aumenta ou realça o confronto e a polarização política que é muito fortalecida em função do desempenho que tivemos no passado quando fomos o governo do estado", afirmou.

A última vez que o PT esteve no Executivo mineiro foi durante a gestão do ex-governador Fernando Pimentel. Ele venceu as eleições em 2014 em primeiro turno com 54,98% dos votos válidos, mas não conseguiu ser reeleito em 2018, ficando de fora do segundo turno. Posteriormente, o ex-governador Romeu Zema (Novo) foi eleito, vencendo Antônio Anastasia, até então filiado ao PSDB.

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Graduada em Jornalismo pela Universidade Federal de Minas Gerais, com passagem pela Rádio UFMG Educativa. Na Itatiaia, já foi produtora de programas da grade e repórter da Central de Trânsito Itatiaia Emive.