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'Polarização é esquizofrênica', diz Augusto Cury em lançamento da campanha presidencial

Evento acontece em Santa Luzia, na Região Metropolitana de Minas Gerais; candidato critica polarização política

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Augusto Cury em Santa Luzia
Augusto Cury em Santa Luzia • Maria Eduarda Gonzaga / Itatiaia

Em coletiva de imprensa durante o seu lançamento da campanha à presidência da República, Augusto Cury (Avante) afirmou que a “polarização é esquizofrênica”. A declaração ocorreu neste domingo (16), em Santa Luzia, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, onde o candidato reuniu integrantes da chapa e candidatos do partido nas eleições de 2026.

A crítica à polarização foi um dos principais pontos do discurso de Cury. O candidato afirmou que a divisão entre grupos políticos ultrapassou o debate eleitoral e passou a afetar relações familiares. Segundo ele, há situações em que pessoas deixam de conversar sobre política com familiares e amigos por divergências relacionadas às eleições.

Cury defendeu que as principais necessidades do país não deveriam ser tratadas a partir de uma divisão entre esquerda e direita. Segundo o candidato, mais de 90% dos projetos necessários ao país não teriam uma orientação partidária específica.

Para ilustrar o argumento, Cury comparou a necessidade de políticas públicas a um transplante de coração. Segundo ele, diante de uma situação de vida ou morte, o paciente não questionaria se o órgão recebido pertencia a alguém de esquerda ou de direita.

O candidato afirmou ainda que pretende conduzir uma campanha sem ataques pessoais e concentrada na apresentação de propostas. Durante o lançamento, declarou que seu objetivo é reduzir a polarização e construir um projeto nacional.

Candidato promete pacto nacional

Cury também apresentou sua condição de candidato sem trajetória política como um dos elementos centrais de sua candidatura. Ele afirmou que pretende reunir especialistas de diferentes áreas para auxiliar na formulação de políticas públicas, incluindo economistas e pessoas com experiência em governos estaduais.

Segundo o candidato, os integrantes desse grupo seriam escolhidos levando em consideração a experiência profissional e a ausência de histórico de corrupção. A proposta foi apresentada como um “pacto nacional”, que teria como objetivo reunir diferentes conhecimentos para a elaboração de um projeto de governo.

“Não um projeto de partido ou um projeto de Augusto Cury, mas um projeto de nação”, afirmou.

A ideia está associada ao discurso de Cury de se apresentar como uma alternativa aos grupos políticos que protagonizam a polarização no país. O candidato defendeu a construção de consensos em torno de projetos considerados prioritários, independentemente da posição ideológica dos envolvidos.

Ao final da fala, Cury reforçou a defesa de uma campanha baseada na conciliação e afirmou que pretende apresentar sua candidatura como uma alternativa ao atual cenário de divisão política. “O Brasil tem cura”, declarou.

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Jornalista formada pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC Minas), atualmente mestranda em Comunicação Social pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Já atuou na Band Minas e na TV Alterosa.

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Formado em jornalismo pela PUC Minas, foi produtor do Itatiaia Patrulha e hoje é repórter policial e de cidades na Itatiaia. Também passou pelo caderno de política e economia do Jornal Estado de Minas.

 

 

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