Augusto Cury lança campanha à presidência em Santa Luzia, MG
Lançamento oficial da campanha ocorreu na Região Metropolitana de Belo Horizonte e reuniu integrantes da chapa do candidato

O candidato à presidência da República pelo Avante, Augusto Cury, lançou neste domingo (16), em Santa Luzia, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, sua campanha pelo Planalto. O evento reuniu integrantes da chapa e candidatos do partido nas eleições de 2026.
Participaram do lançamento, além de Cury, o candidato a vice-presidente Júlio Delgado, ex-deputado federal; Luís Tibé, presidente do Avante e candidato a deputado federal; e Carlin Moura, candidato ao Senado. Também esteve no evento o prefeito de Santa Luzia, Paulo Bigodinho (Avante).
Cury disputa pela primeira vez a Presidência da República e é a aposta do Avante para as eleições de 2026. A sigla optou por uma chapa formada integralmente por integrantes do partido para os cargos de presidente e vice-presidente.
Entre as propostas apresentadas pelo candidato estão mudanças na estrutura política e administrativa do país. Cury defende a substituição do presidencialismo pelo "semipresidencialismo", com a criação do cargo de primeiro-ministro, além do estabelecimento de um limite de oito anos para os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).
Educação, saúde mental, empreendedorismo e combate à violência contra as mulheres também estão entre as principais bandeiras apresentadas pelo candidato durante o lançamento.
Saúde mental, empreendedorismo e atendimento pelo SUS
Cury afirmou que pretende ampliar políticas voltadas à saúde mental e à inclusão de pessoas neurodivergentes. Durante o evento, declarou que seu governo teria como objetivo “abraçar 32 milhões de neurodivergentes” e reduzir a violência contra as mulheres.
Na área econômica, o candidato afirmou que pretende estimular o empreendedorismo e financiar 10 milhões de microempresas nos próximos anos. Segundo ele, a medida poderia representar uma “grande revolução” no país.
Para a saúde, Cury defendeu a ampliação da telemedicina como forma de desafogar o Sistema Único de Saúde (SUS). Como exemplo, citou a possibilidade de atendimento remoto para crianças que vivem em áreas rurais ou periféricas, com orientação médica e encaminhamento do tratamento por meio de aplicativos.
O candidato também afirmou que pretende descentralizar a tomada de decisões do governo federal. Segundo Cury, a proposta não é “governar Brasília a partir de Brasília”, mas construir uma administração capaz de ouvir as demandas da população em diferentes regiões do país.
Minas Gerais foi escolhida para início da campanha
Cury explicou a escolha de Minas Gerais para o lançamento da campanha. Segundo ele, o Estado apresenta características geográficas, políticas e econômicas que permitem representar diferentes realidades brasileiras.
O candidato disse ainda que pretende ouvir os mineiros e associou a escolha do Estado à necessidade de aproximar a campanha das demandas da população. Para Cury, Minas Gerais representa, em certa medida, “o coração da nação brasileira”.
A declaração ocorre em meio à estratégia do candidato de se apresentar como uma alternativa nacional à polarização política. Ao longo do evento, Cury afirmou que pretende conduzir uma campanha baseada em propostas e sem ataques pessoais.
“Mulheres terão protagonismo”, diz Cury
A participação das mulheres e o combate à violência também foram destacados durante o lançamento. Cury afirmou que elas terão protagonismo em seu eventual governo e defendeu medidas voltadas à proteção, à autonomia econômica e à participação política feminina.
O candidato relacionou a violência contra as mulheres a problemas históricos e também citou questões relacionadas à autoestima e aos impactos das redes sociais sobre crianças e adolescentes.
Entre as propostas apresentadas está a criação de um aplicativo de emergência para mulheres em situação de violência. Segundo Cury, a ferramenta poderia emitir um alerta para a delegacia mais próxima, com o objetivo de acelerar o atendimento.
Candidato critica polarização política
A crítica à polarização foi um dos principais pontos do discurso de Cury. O candidato classificou o cenário político atual como uma “polarização esquizofrênica” e afirmou que a divisão entre grupos políticos teria afetado relações familiares.
Segundo ele, a maior parte dos projetos necessários ao país não possui uma orientação partidária específica.
Para ilustrar o argumento, comparou a necessidade de políticas públicas à realização de um transplante de coração: “diante de uma situação de vida ou morte, o paciente não perguntaria se o doador era de esquerda ou de direita”, declara.
Cury também utilizou sua condição de candidato sem trajetória política como parte da apresentação de sua candidatura. Ele afirmou que pretende formar um “pacto nacional” com especialistas de diferentes áreas, incluindo economistas e ex-governadores sem histórico de corrupção.
A proposta, segundo o candidato, seria reunir diferentes experiências para elaborar um projeto que não fosse identificado exclusivamente com um partido ou com sua própria candidatura.
Jornalista formada pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC Minas), atualmente mestranda em Comunicação Social pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Já atuou na Band Minas e na TV Alterosa.
Formado em jornalismo pela PUC Minas, foi produtor do Itatiaia Patrulha e hoje é repórter policial e de cidades na Itatiaia. Também passou pelo caderno de política e economia do Jornal Estado de Minas.




