Augusto Cury é o candidato mais rico à Presidência e declara R$ 242 milhões ao TSE
Escritor declarou R$ 121 milhões em empréstimos à empresa da família; patrimônio inclui participações societárias, ações e imóveis

O candidato à Presidência da República pelo Avante, Augusto Cury, declarou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) um patrimônio de R$ 242,2 milhões ao registrar sua candidatura nesta sexta-feira (14). Com o valor, Cury é, até o momento, o candidato à Presidência com o maior patrimônio declarado à Justiça Eleitoral.
Do total, R$ 121 milhões foram declarados como valores emprestados pelo escritor à empresa Filadélfia Nature Participações, que atua como uma holding de participações, com negócios principalmente relacionados ao agronegócio e a atividades rurais.
A empresa é do grupo familiar do candidato desde a sua constituição. Augusto Cury é um dos sócios, enquanto a sócia-administradora é Claudia Helena Farhate Cury. A holding existe desde 2016.
Cury é o escritor brasileiro mais lido do século XXI, famoso por obras de desenvolvimento pessoal, saúde mental e psicologia.
Entre os outros bens declarados por Cury estão participações societárias, ações, prédios residenciais e comerciais, terrenos e outros imóveis. Aproximadamente R$ 54 milhões correspondem a participações em sociedades, enquanto cerca de R$ 33 milhões estão declarados em ações.
Já o candidato a vice-presidente, o ex-deputado federal Júlio Delgado (Avante-MG), declarou patrimônio superior a R$ 3,5 milhões. Entre os bens estão um apartamento em Belo Horizonte, outro em Juiz de Fora, uma casa em Ouro Preto e um automóvel.
Delgado exerceu seis mandatos como deputado federal e disputou a Prefeitura de Juiz de Fora nas eleições de 2024. Na comparação com a declaração de bens apresentada durante a candidatura à prefeitura, o patrimônio declarado pelo político aumentou em mais de R$ 2,1 milhões.
Patrimônio dos presidenciáveis
Até o momento, oito candidatos à Presidência já registraram oficialmente suas candidaturas e declararam patrimônio ao TSE. Depois de Cury, aparece o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo), com R$ 178,7 milhões. Em seguida estão o candidato Wilson Grassi (Democrata), com R$ 50 milhões; Flávio Bolsonaro (PL), com R$ 8,1 milhões; e Luiz Inácio Lula da Silva (PT), com R$ 4,7 milhões.
Completam a lista Renan Santos (Missão), com R$ 795 mil; Samara Martins (UP), com R$ 33 mil; e Hertz Dias (PSTU), que declarou não ter bens. O candidato do PSD, Ronaldo Caiado, ainda não havia registrado a candidatura até a manhã desta sexta-feira.
Chapa puro-sangue
Cury disputa pela primeira vez a Presidência da República e é a aposta do partido Avante em 2026. A sigla optou por uma chapa "puro-sangue", com candidato a presidente e vice-presidente do mesmo partido.
A candidatura de Cury foi oficializada em 3 de agosto, durante convenção realizada na Assembleia Legislativa de São Paulo. O nome de Júlio Delgado como vice foi anunciado em 5 de agosto, por meio de uma "Carta à Nação" divulgada pelo escritor.
Entre as propostas apresentadas por Cury estão mudanças na estrutura política e administrativa do país. O candidato defende a substituição do presidencialismo pelo semipresidencialismo, com a criação do cargo de primeiro-ministro, além do fim dos mandatos vitalícios no Supremo Tribunal Federal (STF), com a adoção de um limite de oito anos para os ministros.
As principais bandeiras da candidatura são investimentos em educação e a implementação de políticas de saúde mental nas escolas e no serviço público.
Formada em jornalismo pela Universidade de Brasília (UnB), tem cinco anos de experiência na comunicação política. Desde a reportagem, no Correio Braziliense, até a assessoria parlamentar. Em 2024, atuou em campanha eleitoral majoritária. Especialista em gerenciamento de crise e construção de imagem. Na Itatiaia, escreve para o portal, em Brasília.



