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Simões gasta R$ 145 mil em impulsionamentos nas redes nos 3 meses antes da campanha; veja lista

Atual governador herdou o posto de Romeu Zema (Novo) e tenta se tornar mais conhecido; valor gasto pelo incumbente é superior à soma de todos os outros pré-candidatos ao Governo de Minas

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Mateus Simões (PSD) em evento de posse do novo presidente da Cemig
Mateus Simões (PSD) está em busca de se tornar reconhecido pelo eleitorado • Karoline Barreto/Imprensa MG

Antes mesmo do início do período eleitoral propriamente dito, os candidatos ao Governo de Minas já começaram a abrir o bolso para os investimentos em redes sociais. Atual governador e em busca de se tornar mais conhecido do eleitorado, Mateus Simões (PSD) lidera os gastos com posts impulsionados no Facebook e no Instagram com mais de R$ 145 mil gastos para ampliar o alcance de suas publicações.

 

Em consulta à biblioteca de anúncios da Meta, empresa dona do Instagram e do Facebook, a Itatiaia levantou que o valor estimado dos gastos de Simões nos últimos 90 dias está na casa de R$145.428. A ferramenta também aponta que 499 posts foram impulsionados neste período, todos eles na categoria ‘temas, eleições ou política’.

 

Considerando apenas os últimos 30 dias, já com o cenário de convenções e as definições de outros partidos em grau mais avançado, Simões gastou R$47.592 em 229 anúncios, de acordo com a estimativa da Meta.

Simões lidera com ampla margem a lista de quem mais gasta com anúncios da Meta. Gabriel Azevedo (MDB) vem na sequência com R$ 12.471 gastos em 83 anúncios nos últimos três meses. Já o deputado federal Patrus Ananias, anunciado como candidato do PT em julho, gastou R$8.018 em 138 anúncios nos últimos 90 dias.

 

O ex-prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PDT) gastou R$ 522 em 8 anúncios nos últimos 90 dias. Cleitinho Azevedo (Republicanos), que vive um longo imbróglio sobre ser ou não candidato, não impulsionou nenhum anúncio na categoria de temática política nos últimos 90 dias.

 

O que diz a lei eleitoral

 

A lei eleitoral não impede especificamente que impulsionamentos de conteúdos políticos sejam feitos antes do período oficial de campanha, que se inicia em 16 de agosto. Contudo, há limites definidos em uma resolução do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que define algumas regras, como explicou Fabrício Souza Duarte, mestre em Direito público e advogado especialista em Direito administrativo e eleitoral

 

“O que a resolução estabelece é que é possível mesmo na fase de pré-campanha realizar o impulsionamento. O que o tribunal exige é que eles sejam transparentes e moderados. Evidentemente, não se pode usar dinheiro de campanha ainda. Pode ser dinheiro do próprio pré-candidato ou do partido. O grande gargalo é estabelecer o que seria ‘moderado’. O próprio tribunal não estabelece um limite de valor”, avaliou.

 

Duarte, que elaborou uma cartilha de orientação sobre leis eleitorais, aponta que apesar de não haver um valor específico que limita os gastos com impulsionamento, as cifras registradas pelos candidatos ao Governo de Minas estão muito abaixo do que geralmente é gasto nas campanhas oficiais, o que pode ser estabelecido como um parâmetro. 

 

Em relação ao conteúdo, a lei eleitoral estabelece vedações a posturas como o pedido de votos. Independente de ser ou não impulsionado, nenhum pré-candidato pode fazer esse tipo de acionamento ao eleitor antes do início oficial da campanha.

 

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Repórter de política da Itatiaia, é jornalista formado pela UFMG com graduação também em Relações Públicas. Foi repórter de cidades no Hoje em Dia. No jornal Estado de Minas, trabalhou na editoria de Política com contribuições para a coluna do caderno e para o suplemento de literatura.

 

 

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