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Conheça a carreira política de Mateus Simões, pré-candidato ao Governo de MG

Foi vereador de Belo Horizonte, secretário-geral e vice-governador antes de assumir o comando do estado após a renúncia de Romeu Zema

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Simões assumiu o Governo de Minas Gerais em março de 2026, após atuar durante sete anos na gestão de Romeu Zema • TV ALMG/Reprodução

O atual governador do estado de Minas Gerais, Mateus Simões (PSD) é pré-candidato e pretende disputar à um novo mandato do Governo de Minas Gerais nas eleições de 2026. Ele chegou ao cargo em março deste ano, após a renúncia de Romeu Zema (Novo), que deixou o Executivo mineiro para se dedicar à disputa pela Presidência da República.

Com a mudança, Simões deixou de ser apenas o sucessor indicado e passou a disputar a eleição na condição de governador. No discurso de posse, defendeu a continuidade do equilíbrio fiscal, a preservação da autonomia entre os Poderes e a execução de projetos de infraestrutura. Realizou também diversas viagens pelo interior para aumentar a presença política e tornar seu nome mais conhecido entre os eleitores.

Simões afirma que já participava do cotidiano administrativo havia cerca de sete anos e que a passagem para o cargo de governador representou uma continuidade do trabalho desenvolvido desde o primeiro mandato de Zema.

A trajetória política foi construída em cerca de dez anos. O pré-candidato passou pela Câmara Municipal de Belo Horizonte, pela Secretaria-Geral do Estado e pela vice-governadoria até assumir definitivamente o comando do Palácio Tiradentes.

De Gurupi, município de Tocantins, Simões afirma que nunca morou em outro estado. Passou a infância em Araxá e foi para Belo Horizonte aos 14 anos, após perder os pais em um acidente de carro.

Formado em Direito, é mestre em Direito Empresarial pela Faculdade Milton Campos. Também atua como professor e desenvolveu a carreira profissional nas áreas de governança corporativa, conselhos de administração e gestão de organizações. Segundo o próprio governador, a experiência foi determinante para sua entrada na administração estadual.

A primeira participação de Mateus Simões em uma eleição ocorreu em 2014, quando concorreu a deputado estadual pelo PSDB. Ele recebeu 12.219 votos e ficou como suplente, sem conquistar uma cadeira na Assembleia Legislativa.

Dois anos depois, filiado ao Partido Novo, disputou uma vaga de vereador em Belo Horizonte e foi eleito em 2016. Na Câmara Municipal, Simões defendeu medidas relacionadas à redução de despesas públicas, à fiscalização dos contratos municipais e ao corte de benefícios concedidos aos próprios vereadores. O mandato também ficou marcado pela oposição à gestão do então prefeito Alexandre Kalil.

Simões não disputou a reeleição municipal em 2020. Ele já havia se aproximado da administração estadual quando, em 2018, atuou como coordenador da campanha de Zema ao Governo de Minas Gerais. Após a vitória do empresário no segundo turno, foi escolhido para comandar a equipe responsável pela transição entre o governo de Fernando Pimentel e a nova administração.

A função aproximou Simões da estrutura do Executivo estadual e permitiu que ele participasse da organização inicial da gestão Zema. Em março de 2020, assumiu a Secretaria-Geral de Minas Gerais. A nomeação ocorreu no mesmo período em que os primeiros impactos da pandemia de Covid-19 chegaram ao estado.

No cargo, passou a coordenar o trabalho interno das secretarias e a acompanhar áreas como orçamento, comunicação e execução das políticas estaduais. Simões afirma que exerceu, na prática, uma função de coordenação-geral da administração. 

Eleição para vice-governador

Ao fim do primeiro mandato, Romeu Zema convidou Mateus Simões para ser candidato a vice-governador em 2022. A chapa foi reeleita no primeiro turno com 6.094.136 votos, equivalentes a 56,18% dos votos válidos.

Como vice, Simões manteve a participação na coordenação das políticas estaduais e representou o governo em reuniões com deputados, prefeitos, empresários e integrantes do governo federal. O destaque veio porque Simões possui um perfil considerado mais aberto à negociação partidária do que Zema, o que, segundo o pré-candidato, veio por sua experiência como vereador.

Durante o segundo mandato, Simões passou a ser apresentado por Zema como o sucessor escolhido para dar continuidade ao projeto político iniciado em 2019. 

O pré-candidato, no entanto, deixou o Partido Novo e ingressou no PSD em 2025 em preparação para as eleições de 2026, mas manteve a aliança política com Zema, que permaneceu no Novo.

Simões sustenta que a mudança não representou um afastamento do projeto político iniciado pelo antecessor. O pré-candidato se apresenta como candidato da continuidade, embora destaque diferenças de personalidade e de estilo de administração.

O que Mateus Simões defende

Uma das principais propostas apresentadas por Simões é o aumento da renda média da população mineira. Segundo ele, o equilíbrio das contas públicas marcou o primeiro mandato de Zema, enquanto a geração de empregos foi o principal resultado do segundo.

Caso seja eleito para um novo mandato, Simões pretende concentrar a gestão na qualificação profissional e na criação de empregos com salários maiores. Destaca o programa estadual Trilhas de Futuro, que oferece cursos técnicos gratuitos. O pré-candidato afirma ter participado da elaboração do projeto e defende sua ampliação para atender setores que enfrentam falta de profissionais qualificados.

O governador cita como exemplo a expansão da energia solar no Norte de Minas, que, segundo ele, empresas precisam contratar equipes de outros estados por causa da escassez de eletricistas e técnicos especializados entre os trabalhadores mineiros.

Simões também cita a ampliação da telemedicina, melhoria da estrutura dos hospitais estaduais e continuidade dos repasses para unidades municipais e filantrópicas.

A principal aposta na educação é o ensino profissionalizante, associado à tentativa de aproximar a formação oferecida pelo estado das necessidades do mercado de trabalho.

Na infraestrutura, ele mantém projetos iniciados na gestão Zema, como o Rodoanel da Região Metropolitana de Belo Horizonte, a ampliação do metrô e a concessão de rodovias. Assim como o ex-governador, Simões defendeu a desestatização da Copasa. O governo argumenta que a entrada de capital privado permitiria ampliar os investimentos em abastecimento de água e tratamento de esgoto, enquanto os adversários questionam os possíveis impactos sobre tarifas e municípios menos rentáveis.

Alianças para a eleição de 2026

Simões conta com uma estratégia eleitoral para reunir partidos em  lideranças do campo da direita e do centro-direita. As diferentes candidaturas presidenciais desse grupo, segundo o pré-candidato, deveriam ter um único palanque estadual em Minas Gerais.

Embora declare apoio a Zema para a Presidência, Simões afirma que pretende receber também candidatos como Ronaldo Caiado (PSD).  “O meu voto é do Zema”, declarou. Ao mesmo tempo, afirmou acreditar que os diferentes candidatos de direita deverão se unir no segundo turno da eleição presidencial.

O pré-candidato também tenta consolidar uma chapa com candidatos competitivos ao Senado e negociar a indicação do vice-governador.

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Jornalista pela PUC Minas. Atuou na Rede Minas, no Estado de Minas e em assessoria de imprensa, com experiência em reportagem, produção de conteúdo e cobertura de temas de interesse público.

 

 

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