Simões deixa Zema de lado e declara apoio a Flávio no segundo turno
Durante debate da Record Minas, governador disse que estará ao lado do senador em eventual segundo turno contra Lula; Gabriel afirmou que Minas não pode transformar relação com Planalto em conflito permanente

O governador de Minas e candidato à reeleição, Mateus Simões (PSD), voltou a nacionalizar a disputa estadual durante o debate da Record Minas nesta segunda-feira (21) e afirmou que estará ao lado de Flávio Bolsonaro (PL) em um eventual segundo turno contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Oficialmente, o chefe do Palácio Tiradentes apoia, no primeiro turno, a campanha de Romeu Zema (Novo) à presidência, mesmo que seu partido, o PSD, tenha candidato ao Palácio do Planalto – Ronaldo Caiado.
Gabriel Azevedo (MDB), por outro lado, adotou uma linha diferente e afirmou que, caso seja eleito, pretende conversar com qualquer presidente da República, independentemente do partido.
A divergência apareceu durante uma discussão sobre políticas para pessoas em situação de rua. Ao criticar a esquerda e o PT, Simões disse que pretende transformar Minas em um palanque de oposição ao campo lulista.
“Vou fechar o palanque de Minas Gerais para a esquerda para garantir que eu vou estar ao lado de Flávio nesse segundo turno, para que a esquerda saia da política mineira, saia da política brasileira”, declarou Simões.
Simões já havia sinalizado apoio a Flávio Bolsonaro em um eventual segundo turno presidencial. A fala ganha peso no mesmo dia em que pesquisa Itatiaia/Instituto Ver mostrou o senador com 45,8% das intenções de voto entre os mineiros em uma disputa direta contra Lula, que aparece com 41%.
Gabriel defende diálogo com Planalto
Na sequência, Gabriel se contrapôs à estratégia do adversário e disse que pretende manter uma relação institucional com quem estiver no comando do governo federal.
“Aqui está um candidato que quer cuidar de Minas Gerais e que vai conversar com qualquer presidente da República”, disse.
Segundo Gabriel, transformar o Palácio Tiradentes em um espaço permanente de confronto com o Planalto pode dificultar a execução de políticas públicas que dependem da cooperação entre União, estado e municípios.
“Brigar com a Presidência da República e fazer do Palácio um lugar de conflito não resolve o problema das pessoas em situação de rua”, apontou Gabriel, que acrescentou que, caso seja eleito, pretende dialogar com o governo federal e com prefeitos de diferentes partidos.
“Para cuidar das pessoas em situação de rua, nós vamos ter que conversar com o governo federal e com os prefeitos, independente do partido que eles são", destacou.
Jornalista pela PUC Minas e pós-graduanda em Política e Relações Internacionais. Atuou na Rede Minas, no Estado de Minas e em assessoria de imprensa, com experiência em reportagem, produção de conteúdo e cobertura de temas de interesse público



