Gabriel diz que Patrus mentiu sobre debate: 'É candidato só para ser palanque'
Candidato do MDB criticou ausência do petista em debate da Record após promessa de presença, rechaçou volta da "Escola Plural" e cobrou renovação política

O candidato do MDB ao Governo de Minas Gerais, Gabriel Azevedo, fez duras críticas ao ex-ministro e deputado federal Patrus Ananias (PT) pela ausência no debate eleitoral promovido pela Record Minas. Gabriel acusou o adversário de faltar com a verdade com o eleitorado mineiro após ter garantido publicamente que compareceria ao encontro nos estúdios da emissora.
"Salvo engano, foi numa entrevista para um dos veículos na sexta-feira passada que o candidato Patrus Ananias garantiu que estaria presente neste debate. Ele mentiu. E quem promete e não cumpre, não respeita o povo mineiro", disparou o candidato emedebista.
Para Gabriel, a desistência de última hora por meio de nota oficial representa um desrespeito tanto à cobertura jornalística quanto à população. "Um candidato que vira para um jornalista e afirma que vai estar no próximo debate e solta uma nota com o mais claro desrespeito ao jornalismo mineiro, não comparecendo à Record, não está respeitando a democracia", afirmou.
Críticas à 'Escola Plural' e ao histórico do PT
Professor universitário, Gabriel mirou a gestão educacional de Patrus quando esteve à frente da Prefeitura de Belo Horizonte, nos anos 1990. O candidato citou um encontro recente do petista com a categoria docente para alertar sobre as propostas pedagógicas do adversário.
"No sábado, Patrus Ananias esteve numa plenária do Sindicato dos Professores e disse que quer retomar o diálogo sobre a Escola Plural. Isso é assustador. Todo mundo sabe que durante o governo de Patrus Ananias, enquanto prefeito, ele implementou o modelo em que não havia aprendizagem. Nós tivemos gerações sem saber ler, sem saber escrever. Quando ele fala que quer retomar isso, me assusta como professor que eu sou", afirmou.
Gabriel relembrou a derrota sofrida pelo petista no primeiro turno da eleição municipal de 2012 e associou a trajetória do PT em Minas à gestão de Fernando Pimentel no governo do estado: "foi no governo do PT que Fernando Pimentel assumiu o compromisso de respeitar os salários dos professores. O resultado foi o parcelamento desses valores, e a minha mãe, que é professora aposentada, sentiu".
'Palanque eleitoral' e cobrança por renovação
Na avaliação do postulante do MDB, a entrada de Patrus na corrida ao Palácio Tiradentes tem como único objetivo viabilizar palanque partidário.
"Está evidente que o Patrus Ananias está nessa campanha só para ser um palanque. Ele nem queria ser candidato. E está muito claro o motivo pelo qual ele não participa dos debates: porque ele sabe que se for para o segundo turno, é para chancelar o outro que for com ele. Ele não demonstra energia, vontade e sequer respeito", declarou.
Gabriel também defendeu a necessidade de alternância e renovação na política mineira. "Eu queria entender do Patrus Ananias até quando ele pretende permanecer na política, porque democracia também é trocar, é dar oportunidade para quem ainda não esteve lá. Eu não era nascido e o Patrus Ananias já estava nesse processo. Está na hora do Brasil compreender que se as coisas não melhoram, é porque as opções não variam", disse.
Ao final, o candidato reforçou que aceitou todos os sete convites de debates feitos ao longo da campanha e criticou a postura dos adversários que optaram pela ausência: "Será que o povo mineiro vai acordar e perceber que essa ausência no debate é uma futura ausência na cadeira de governador? Essas pessoas não estão vindo porque não têm o que falar, têm muito a esconder e estão com medo de encarar o olhar do povo mineiro".
Jornalista formado em Comunicação Social pela Universidade Federal de Viçosa (UFV). Atuou com produção de conteúdo editorial e cobertura de pautas voltadas a tecnologia, negócios e comportamento digital. Cobre as eleições de 2026 para a Itatiaia.



