Cleitinho tentará convencer Republicanos após desistir de campanha e voltar atrás
Senador anunciou a desistência na segunda, mas afirmou estar em dúvida nesta terça-feira e quer conversar novamente com a direção de seu partido na tentativa de concorrer ao Governo de Minas

O senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) afirmou, nesta terça-feira (4), que tentará novamente convencer a direção do partido a autorizar sua candidatura ao Governo de Minas. A fala foi proferida após mais uma reviravolta envolvendo sua possível entrada na corrida pelo Palácio Tiradentes.
“Gravei. Naquele momento eu estava em dúvida. Eles não tinham mais como esperar, eu entendo. Os partidos precisavam definir e fazer suas coligações. Fiz o vídeo. Na hora que fiz meus irmãos pediram para não fazer. Aí eu pedi ao Marcos Pereira para não soltar o vídeo, só que ele já tinha ido para uma reunião e soltou o vídeo. É legítimo. A minha situação de dúvida deixou ele dessa maneira [...] Vou tentar convencer ele. É um direito dele. Eu vou conversar com ele. Temos que ser homem um com o outro”, declarou.
Cleitinho se refere a um vídeo publicado pelo Republicanos na última segunda-feira (3) e tratado, até a manhã desta terça, como o anúncio oficial da recusa do senador a concorrer.
No registro, Cleitinho diz aos prantos que não disputaria mais a eleição para o Governo de Minas aos prantos ao lado do presidente nacional do Republicanos, o deputado federal Marcos Pereira, e do presidente estadual, o deputado federal Euclydes Pettersen.
Menos de 24 horas após a publicação do vídeo em questão, o senador discursou na convenção nacional do Republicanos anunciando que mudou de ideia e pediu novamente o apoio do partido. As legendas têm até 15 de agosto para registrarem as chapas definitivas na Justiça Eleitoral.
O presidente nacional do Republicanos, o deputado federal Marcos Pereira, respondeu de forma negativa ao novo pedido do senador. Em entrevista coletiva após a convenção, Pereira tratou o mineiro como ‘página virada’ na questão eleitoral do estado.
“Diante desse cenário, dessa instabilidade, compreensível pelo momento que ele está passando, e das suas idas e vindas, o partido tomou uma decisão, porque nós estamos a um dia do prazo final das convenções. Por outro lado também, a gente não pode submeter o povo de Minas, milhões de brasileiros mineiros, a uma situação de insegurança, de uma instabilidade como essa. Então, a decisão está tomada, o que eu disse está dito, porque é a expressão da verdade, e eu não tenho mais nada que falar sobre o assunto. Para mim, o tema é página virada”, afirmou.
Relembre a novela
Líder nas pesquisas, o senador passou meses sem definir se seria ou não postulante ao Governo de Minas. Na semana final de julho, o Republicanos publicou uma nota criticando a demora por uma decisão e sinalizando que o divinopolitano não estava mais nos planos da legenda.
O senador passa por um momento familiar delicado devido à morte recente de seu irmão mais novo, vítima de uma leucemia.
Em 29 de julho, um dia após a nota do partido, Cleitinho convocou uma entrevista coletiva em Divinópolis, quando anunciou de forma emocionada e entusiasmada (e com Falcão ao seu lado) que insistiria em ser candidato.
Os dias que seguiram a coletiva foram marcados pelo endosso incisivo do entorno do senador pela candidatura ao Governo de Minas numa tentativa de convencimento do Republicanos. Tudo foi encerrado na última segunda-feira (3), quando o próprio Cleitinho declarou que não entraria na disputa em um vídeo ao lado dos presidentes nacional e estadual do partido, os deputados federais Marcos Pereira e Euclydes Pettersen, respectivamente.
João Pedro Melo é jornalista, formado pelo UniCEUB. Tem mais de dez anos de experiência na cobertura de Congresso Nacional, Palácio do Planalto e Supremo Tribunal Federal. Teve passagens pelo Grupo Bandeirantes de Comunicação como repórter de política na TV e no rádio.
Repórter de política da Itatiaia, é jornalista formado pela UFMG com graduação também em Relações Públicas. Foi repórter de cidades no Hoje em Dia. No jornal Estado de Minas, trabalhou na editoria de Política com contribuições para a coluna do caderno e para o suplemento de literatura.
Editor de Política. Formado em Comunicação Social pela PUC Minas e em História pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Já escreveu para os jornais Estado de Minas, O Tempo e Folha de S. Paulo.





