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Republicanos anuncia que Cleitinho não será candidato ao governo de Minas

Por meio de nota, partido informou que senador não será indicado para vaga ao Palácio Tiradentes

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O senador Cleitinho Azevedo, do Republicanos
O senador Cleitinho Azevedo, do Republicanos • Roque de Sá/Agência Senado

O partido Republicanos anunciou, na manhã desta quarta-feira (29), que o senador Cleitinho Azevedo não será candidato ao governo de Minas Gerais.

Apesar de Cleitinho liderar as pesquisas de intenções de voto, o partido avaliou que Cleitinho não demonstrou interesse em assumir o cargo e atrasou acordos com outras siglas aliadas. "Uma candidatura exige, antes de tudo, a decisão firme de quem pretende disputá-la. Tal decisão nunca aconteceu. Esse compromisso jamais pode ser substituído por sinais contraditórios, sucessivos recuos ou indefinições que acabam comprometendo a construção de um projeto coletivo", diz a nota.

Em entrevista ao jornal O Globo, o presidente nacional do Republicanos, Marcos Pereira, afirmou que Cleitinho "perdeu o timing" ao não participar da convenção do partido no último sábado (25).

A indefinição sobre a candidatura de Cleitinho se arrastou por meses, envolvendo também o interesse de outras legendas. O imbróglio do Republicanos envolve o PL, que estava indefinido entre lançar um candidato próprio em Minas ou apoiar Cleitinho em busca de um palanque forte para Flávio Bolsonaro (PL) no segundo maior colégio eleitoral do país. O PSD do governador Mateus Simões também observa os movimentos com atenção, já que teria no senador um adversário difícil na campanha.

O tempo de indefinição também abriu espaço para outras negociações. O ex-secretário de governo de Minas, Marcelo Aro (PP) se reuniu esta semana com a direção nacional do Republicanos em uma negociação paralela.

À Itatiaia, Marcos Pereira afirmou que o martelo do partido será batido ainda nesta quarta-feira (29). A reportagem também consultou o deputado estadual Zé Guilherme, nome forte no PP mineiro e pai de Marcelo Aro. Ele informou que o Republicanos só apoiará Aro quando ouvir a palavra final de Cleitinho.

A reportagem consultou Cleitinho e os irmão do senador: o deputado estadual Eduardo Azevedo (PL) e o ex-prefeito de Divinópolis, Gleidson Azevedo (Republicanos). Até a última atualização desta matéria, não houve resposta sobre a decisão do partido.

 

Veja a nota na íntegra

O Republicanos de Minas Gerais, por meio do seu presidente, deputado Euclydes Pettersen, afirma que sempre tratou com entusiasmo, respeito e seriedade a possibilidade de o senador Cleitinho Azevedo disputar o Governo pela legenda. Este entusiasmo, porém, não foi correspondido até o dia da Convenção Estadual, ocorrida dia 25 de julho.

Durante meses, o partido manteve diálogo aberto, ofereceu as condições políticas necessárias, atraiu partidos aliados e aguardou uma definição clara do senador. Em razão dessa expectativa, diversas decisões estratégicas foram postergadas, justamente para preservar a viabilidade de sua eventual candidatura.

Entretanto, uma candidatura exige, antes de tudo, a decisão firme de quem pretende disputá-la. Tal decisão nunca aconteceu. Esse compromisso jamais pode ser substituído por sinais contraditórios, sucessivos recuos ou indefinições que acabam comprometendo a construção de um projeto coletivo.

A ausência do senador na Convenção Estadual do Republicanos – apesar das justificativas pessoais – representou um fato político objetivo, que produziu consequências inevitáveis. Diante da falta de confirmação de sua candidatura, partidos aliados precisaram tomar decisões e reorganizar seus caminhos, como é natural em qualquer processo eleitoral.

O partido trabalhou duro para que essa candidatura pudesse acontecer. O que faltou foi a decisão inequívoca de quem deveria ser, em primeiro lugar, candidato de si mesmo.

O Republicanos respeita a trajetória e o mandato do senador Cleitinho Azevedo, mas também tem o dever de conduzir seu projeto político com responsabilidade, previsibilidade e respeito aos candidatos a deputados federais e estaduais, seus filiados, aliados e à população mineira.

Os fatos falam por si. O partido esteve pronto. A candidatura, porém, nunca foi formalmente assumida por quem deveria liderá-la.

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Editor de Política. Formado em Comunicação Social pela PUC Minas e em História pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Já escreveu para os jornais Estado de Minas, O Tempo e Folha de S. Paulo.

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Repórter de política da Itatiaia, é jornalista formado pela UFMG com graduação também em Relações Públicas. Foi repórter de cidades no Hoje em Dia. No jornal Estado de Minas, trabalhou na editoria de Política com contribuições para a coluna do caderno e para o suplemento de literatura.

 

 

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