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Cleitinho promete recomposição anual aos servidores, mas não garante perdas acumuladas

Em sabatina na TV Globo Minas, senador afirmou que condições fiscais do estado não permite grandes concessões

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Cleitinho Azevedo (Republicanos)
Cleitinho Azevedo (Republicanos) • Douglas Magno/TV Globo

O senador Cleitinho Azevedo (Republicanos), candidato ao governo de Minas Gerais, prometeu que durante um possível mandato vai promover a recomposição anual das perdas inflacionárias para todos os servidores do Executivo. A declaração foi dada durante entrevista na TV Globo Minas, nesta sexta-feira (18).

Cleitinho foi questionado pela jornalista Mara Pinheiro sobre as dificuldades no caixa do estado e possíveis estouros na Lei de Responsabilidade Fiscal, citando inclusive o alerta do Tribunal de Contas do Estado sobre o teto, e como conciliar o cenário fiscal com as demandas dos servidores.

“A recomposição inflacionária a gente vai dar anual. Agora, o que ficou para trás, não tem como eu ainda dialogar com eles, conversar com eles. Eu tenho que falar do meu governo para frente. Isso é uma demanda dos servidores públicos, tanto da educação, quanto da saúde e da segurança pública, e desde quando eu era deputado e desde quando eu virei senador, o diálogo foi sempre: a gente tem que ter essa recomposição inflacionária anual. É o mínimo que a gente quer”, afirmou.

O candidato também afirmou que as dificuldades fiscais de Minas Gerais limitam a possibilidade de reajustes maiores. “Com a recuperação fiscal, o estado ainda não pode dar esse aumento, mas pelo menos isso [recomposição inflacionária] a gente vai fazer para todos os servidores. Tem que ser justo e fazer para todos”, destacou.

Propag

O senador também foi questionado sobre as críticas que chegou a fazer sobre o Programa de Pleno Pagamento de Dívida dos Estados (Propag), criado para renegociar o débito de R$ 180 bilhões de Minas Gerais com a União. Cleitinho classificou o programa como um “mal necessário”, mas pretende abrir negociações com o governo federal para alterar as condições atuais do pagamento.

"É diálogo, é conversa. O líder político é pra fazer isso, poder dialogar, conversar, e eu deixei isso bem claro, independente de quem seja o presidente da República. Inclusive, o Lula esteve aqui em Minas Gerais ontem, né? Que seja o Lula, que seja o Flávio Bolsonaro, que seja o Renan, que seja o Cury. Vamos conversar e vamos dialogar. Se o governo quer refazer, ele faz”, exclamou.

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Jornalista formado pela UFMG, Bruno Nogueira é repórter de Política, Economia e Negócios na Itatiaia. Antes, teve passagem pelas editorias de Política e Cidades do Estado de Minas, com contribuições para o caderno de literatura.

 

 

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