Cleitinho projeta zerar filas de cirurgias eletivas em um ano e quer concluir hospitais no mandato
Candidato do Republicanos afirmou que se não cumprir metas pode não tentar uma possível reeleição no próximo pleito

O senador Cleitinho Azevedo, candidato do Republicanos ao governo de Minas Gerais, afirmou que pretende zerar a fila das cirurgias eletivas no estado em um ano e meio, além de concluir as obras dos hospitais regionais durante um possível mandato. A declaração foi dada durante entrevista na TV Globo Minas, nesta sexta-feira (18).
Cleitinho foi questionado pelo âncora Sérgio Marques sobre suas metas na saúde e os prazos para concluir as propostas. O candidato afirmou que vai buscar, inclusive, ajuda dos deputados da Assembleia Legislativa para colocarem emendas com o objetivo de ampliar o atendimento para os mineiros.
“Eu acredito que em um ano e meio a gente consegue fazer isso [zerar a fila das cirurgias]. Eu não quero falar do passado, tenho que falar do presente e do futuro. Eu tenho raiva, porque quando fui vereador, deputado, senador, me magoava ter um plano de saúde vitalício e um trabalhador ter que me ligar porque tinha três meses esperando uma cirurgia eletiva”, disse.
Líder nas pesquisas de intenção de voto, Cleitinho afirmou ainda que pretende concluir as obras dos hospitais regionais do estado durante seu possível mandato. O senador disse que pretende colocar servidores técnicos na Saúde para conseguirem destravar as obras que se arrastam a anos.
“O atual governo não conseguiu concluir os hospitais em oito anos. Não tô aqui para julgar, nem condenar, mas a gente vai conseguir durante esse meu mandato finalizar. Eu quero deixar claro, porque se eu não conseguir, eu nem quero tentar uma reeleição. Com empenho, com honestidade, com equipe boa, com equipe técnica e que coloque isso como meta, como planejamento”, completou.
Articulação política
O candidato também foi questionado sobre supostas dificuldades de articulação política na sua atuação legislativa. Em maio de 2025, Cleitinho disse no plenário do Senado que já tinha protocolado mais de 300 projetos, mas que não conseguia avançar com as propostas nas comissões.
Segundo ele, o cenário mudou quando aprovou uma PEC que isentava de cobrança de IPVA veículos com 20 anos ou mais de fabricação. “Eu sei que sempre taquei pedra, que eu sempre fui legislativo, eu sempre cobrei. Eu quero agora com muito prazer, com muita energia, é virar vidraça. Eu quero muito receber as pedras para poder construir um governo melhor e junto com a Assembleia, junto com os deputados”, disse.
Jornalista formado pela UFMG, Bruno Nogueira é repórter de Política, Economia e Negócios na Itatiaia. Antes, teve passagem pelas editorias de Política e Cidades do Estado de Minas, com contribuições para o caderno de literatura.



