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Flávio Bolsonaro supera Lula e é favorito em mercados de previsão; veja números

É importante notar que essas plataformas não seguem metodologia de pesquisas eleitorais e são proibidas no Brasil pelo Conselho Monetário Nacional

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Flávio Bolsonaro (PL) e Lula (PT)
Flávio Bolsonaro (PL) e Lula (PT) • Carlos Moura/Agência Senado; Ricardo Stuckert

O senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) é apontado como favorito para vencer a disputa pelo Palácio do Planalto nas eleições de outubro, conforme estimativas das plataformas digitais de mercados de previsões Kalshi e Polymarket. Os resultados, atualizados até a noite deste domingo (20), não seguem critérios metodológicos e o mercado preditivo é proibido no Brasil.

Segundo os resultados divulgados nesta tarde de domingo (20), nas apostas da Kalshi, Flávio aparece com 59% de probabilidade de se eleger. Já o presidente e candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT) possui 42% de chance.

Na sequência, aparecem Renan Santos, do Missão, com 0,8% de chance, e Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo), ambos com menos de 0,1% de probabilidade de vencer a eleição presidencial, de acordo com as previsões atualizadas até a noite deste domingo (20).

Na plataforma Polymarket, Flávio aparece com 58% de chance de ser o próximo presidente. Lula tem neste momento 42% das previsões de vitória.

Entre os demais candidatos, Renan Santos possui 1% de chance, e Ronaldo Caiado (PSD), Augusto Cury (Avante) e Romeu Zema (Novo) possuem, todos, menos de 1% de chance de serem eleitos presidente da República, de acordo com os números atualizados até a noite deste domingo (20).

A Kalshi e a Polymarket são plataformas internacionais de "mercado de previsões", onde apostadores negociam suposições com dinheiro real — geralmente em criptomoedas — sobre a probabilidade de eventos futuros ocorrerem.

No caso das eleições, os participantes compram e vendem contratos atrelados a resultados políticos, e os preços desses ativos variam conforme a demanda.

Isso não significa, porém, intenção de voto declarada, nem segue critérios metodológicos de pesquisas eleitorais, como amostragem representativa da população. No entanto, pesquisas tradicionais têm mostrado a consolidação da disputa. Por exemplo, o Datafolha indicou consolidação da disputa entre Lula e Flávio Bolsonaro no primeiro turno. Em cenários de segundo turno, o Atlas Bloomberg apontou um empate técnico, enquanto a Pesquisa Futura mostrou Flávio à frente de Lula.

Em abril, o CMN (Conselho Monetário Nacional) aprovou uma resolução que proíbe a oferta e a negociação de apostas atreladas a temas políticos, eleitorais, sociais, culturais ou de entretenimento no Brasil, praticadas por plataformas que atuam em mercados preditivos.

A regra dispõe sobre a organização e o funcionamento do mercado de derivativos no país. Isso significa que não se aplica às "bets", que operam em um modelo no qual, se a aposta acertar, há o pagamento de um prêmio fixo.

Na prática, a resolução impede as plataformas de oferecerem apostas sobre eleições, jogos, reality shows e outros acontecimentos que não sejam econômicos, a critério da CVM (Comissão de Valores Mobiliários).

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