Presidentes de partidos em Minas têm campanhas turbinadas nas eleições; valores são quase 6 vezes maiores que a média
Dirigentes partidários estão entre os candidatos que mais receberam recursos vindos dos cofres das legendas para financiar campanhas para a Câmara dos Deputados

Com influência e poder de decisão sobre os orçamentos partidários, presidentes e lideranças estaduais que também estão na disputa por cargos nesta eleição em Minas Gerais figuram entre os que mais receberam dinheiro dos partidos para fazer campanha.
A pouco mais de uma semana para o pleito, os números levantados pela Itatiaia no portal de dados abertos do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mostram que se, em média, um candidato a deputado federal já recebeu R$ 419 mil para tentar amealhar eleitores pelo estado, um dirigente partidário na mesma situação teve a própria campanha turbinada, em média, com R$ 2,4 milhões, quase 6 vezes mais.
O deputado federal Rodrigo de Castro, presidente do União Brasil em Minas Gerais, tenta a reeleição na Câmara dos Deputados e já recebeu R$ 3 milhões da legenda para realizar sua campanha. Em média, a verba destinada aos candidatos da legenda que receberam recursos partidários é de R$ 936 mil.
Federado com o União Brasil, o PP também é presidido em Minas Gerais por um deputado federal tentando a reeleição. Pinheirinho já recebeu R$ 2,9 milhões enquanto, em média, candidatos da legenda receberam R$ 842 mil para fazer campanha.
Newton Cardoso Júnior, deputado federal e presidente do MDB em Minas, tenta a reeleição com R$ 2,8 milhões do partido em sua campanha. Seus correligionários que também tentam uma vaga na Câmara dos Deputados receberam, em média, R$ 263,5 mil até aqui.
No PT, a presidente em Minas, Leninha, tenta a reeleição na Assembleia Legislativa (ALMG) recebeu R$ 1 milhão do partido para fazer campanha, enquanto a média dos candidatos é de R$ 334,6 mil. Na disputa por vagas na Câmara dos Deputados, Gleide Andrade, a secretária nacional de Finanças e Planejamento da legenda, recebeu R$ 2,8 milhões para sua campanha, enquanto a média dos postulantes petistas é de R$ 983 mil.
Paulo Abi-Ackel, presidente estadual do PSDB, já recebeu R$ 2,7 milhões em sua empreitada pela reeleição na Câmara dos Deputados. A média na chapa tucana é de R$ 238,5 mil. A discrepância com os demais postulantes também pode ser vista a partir do exemplo de João Leite, o segundo da lista do partido, que recebeu R$ 665 mil para sua campanha.
No PL, o presidente estadual Zé Vítor tenta se reeleger como deputado federal com R$ 2,6 milhões do partido investidos na campanha. Os demais candidatos receberam, em média, R$ 1,1 milhão.
Cássio Soares, deputado estadual e presidente do PSD em Minas, tenta a eleição para a Câmara dos Deputados com R$ 2,1 milhões na campanha. O partido por ele comandado investiu, em média, R$ 561 mil nos postulantes a uma cadeira no Congresso Nacional.
Euclydes Pettersen, deputado federal e presidente estadual do Republicanos, tenta a reeleição com R$ 1,8 milhão do partido investidos na campanha. Em média, a legenda investiu R$ 421 mil para os trabalhos de quem tenta uma vaga na Câmara dos Deputados.
Já no PDT, Mário Heringer, o presidente do partido em Minas, teve a campanha de reeleição financiada com R$ 1,5 milhão dos cofres emedebistas. Em média, os candidatos a deputado federal da legenda receberam R$ 172 mil.
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Repórter de política da Itatiaia, é jornalista formado pela UFMG com graduação também em Relações Públicas. Foi repórter de cidades no Hoje em Dia. No jornal Estado de Minas, trabalhou na editoria de Política com contribuições para a coluna do caderno e para o suplemento de literatura.



