Nikolas não descarta se lançar ao governo de Minas, mas teme perda de ‘voz ativa’ no Congresso

A declaração aconteceu nesta segunda-feira (5), em coletiva de imprensa após o parlamentar ter participado de evento na Santa Casa, em Belo Horizonte

Nikolas Ferreira em evento na Santa Casa, em Belo Horizonte, nesta segunda-feira (5)

O deputado federal Nikolas Ferreira (PL) não descarta concorrer ao governo de Minas Gerais, mas ressalta a importância de haver uma “voz ativa” da direita no Congresso Nacional. A declaração aconteceu nesta segunda-feira (5), em coletiva de imprensa após o parlamentar ter participado de evento na Santa Casa, em Belo Horizonte, para entrega de projetos bancados com emendas parlamentares encaminhadas por ele.

“Não fecho a porta, obviamente, para o governo, mas acredito que ainda tem um tempo para essas definições. E como eu disse, o meu coração, e acredito que as pessoas também em volta de mim compreendem, é a importância de se ter uma voz ativa, sem rabo preso, que fala a verdade ali no Congresso Nacional, e que sempre vai continuar sendo a voz dos mineiros e do Brasil”, afirmou o deputado.

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A fala de Nikolas acontece após ele ter anunciado, no fim do ano passado, que havia tomado uma “decisão humilde” sobre seu futuro político, depois de conversa com o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A tratativa com o ex-mandatário ocorreu antes de ele ser preso na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, ainda quando cumpria regime de prisão domiciliar.

“Então eu fico, digamos assim, ainda na definição dessa decisão (de concorrer) ou ao governo ou a deputado federal, mas o que de fato está movendo o meu coração agora é que ainda há muito trabalho a ser feito no Congresso Nacional. A gente tem ainda muitos locais que a gente pode ocupar ali dentro e eu acho que a minha voz é uma voz importante e que eu me direcionando para o Executivo, obviamente essa voz será perdida ali no Congresso”, acrescentou.

Venezuela

O parlamentar ainda comentou a operação dos Estados Unidos na Venezuela, que resultou na captura do presidente deposto do país caribenho, Nicolás Maduro, no sábado (3). “É um respiro, um primeiro passado para uma caminhada de liberdade. Não sei quais serão os próximos passos na Venezuela, o que os Estados Unidos vão fazer, mas eu torço muito para que eles deem o passo certo, para que sejam convocadas, por exemplo, novas eleições”, destacou.

Nikolas ainda fez paralelos com o Brasil, dizendo que o país passa por um “processo lento, gradual” de perdas de liberdades que podem resultar em uma situação política próxima à do regime de Maduro na Venezuela. “O que acontece na Venezuela é algo que eu não tenho dúvidas, é um processo lento, gradual, que também acontece no Brasil. Falta de liberdade, falta de liberdade inclusive de imprensa”, provocou.

“Então, assim, o que eu fico atônito é como as pessoas agora mudaram completamente a visão. ‘Nós odiamos ditadura’, dizem. Aí os Estados Unidos vão lá e prendem o ditador. Aí eles (dizem): ‘não façam isso’. Vocês têm que se decidir. Ou vocês odeiam alguns ditadores ou vocês odeiam todos”, finalizou.

Jornalista pela UFMG, Lucas Negrisoli é editor de política. Tem experiência em coberturas de política, economia, tecnologia e trends. Tem passagens como repórter pelo jornal O Tempo e como editor pelo portal BHAZ. Foi agraciado com o prêmio CDL/BH em 2024.
Graduado em jornalismo e pós graduado em Ciência Política. Foi produtor e chefe de redação na Alvorada FM, além de repórter, âncora e apresentador na Bandnews FM. Finalista dos prêmios de jornalismo CDL e Sebrae.

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