O Ministério Público de São Paulo foi acionado pelo ministro da Secretaria Geral da Presidência, Guilherme Boulos, para apurar a origem de postagens políticas feitas por perfis de fofoca nas redes sociais. As páginas passaram a publicar elogios ao governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) e críticas diretas ao ministro.
A representação tem como foco identificar quem financia o conteúdo. Segundo Boulos, o objetivo é apurar se há pagamento organizado por trás das publicações e se os recursos utilizados têm origem regular.
A iniciativa do ministro ocorre após reportagem da revista Piauí revelar que páginas de entretenimento passaram a atuar de forma coordenada em defesa do governador paulista. De acordo com a revista, os pagamentos giraram em torno de R$ 20 mil por contrato e foram feitos por meio de uma empresa que consta na Receita Federal com atividade registrada como “motorista de aplicativo”. A discrepância entre o serviço declarado e os valores pagos chamou a atenção de integrantes do governo.
Até o momento, nem o governo de São Paulo nem os perfis citados na reportagem se manifestaram oficialmente sobre as acusações.