Dino cobra plano do governo contra avanço do crime organizado na Amazônia
Ministro do STF dá 15 dias para Executivo detalhar ações e avaliar reforço de forças de segurança e eventual uso de GLO

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta segunda-feira (13) que o governo federal apresente, em até 15 dias, um plano de ação para conter o avanço de facções criminosas envolvidas em crimes ambientais na Amazônia.
Na decisão, Dino solicita que a Advocacia-Geral da União (AGU) detalhe as medidas já adotadas e indique quais ações podem ser ampliadas, especialmente no âmbito das operações das forças de segurança.
O ministro também cobra esclarecimentos sobre a possibilidade de reforço da presença das Forças Armadas, principalmente em áreas de fronteira e regiões consideradas mais críticas, inclusive com o uso do poder de polícia por meio de eventuais operações de Garantia da Lei e da Ordem (GLO).
“O foco da presente decisão é a adoção de medidas repressivas imediatas contra organizações criminosas que atuam na Amazônia”, afirmou Dino.
Segundo o ministro, facções como o Comando Vermelho e o PCC têm ampliado sua atuação na região, explorando atividades ilegais como garimpo e extração de madeira para financiar o tráfico de drogas e promover lavagem de dinheiro.
A decisão também prevê o fortalecimento da presença do Estado em áreas estratégicas da Amazônia, sobretudo em regiões de fronteira, onde há maior incidência de atividades ilícitas.
A medida foi tomada no âmbito de uma ação que acompanha políticas estruturais de prevenção e combate a incêndios na Amazônia e no Pantanal.
Em março de 2024, o STF já havia determinado que o governo federal implementasse programas para reduzir o desmatamento na Amazônia Legal e enfrentar o avanço do crime organizado na região.
Repórter de política em Brasília, com foco na cobertura dos Três Poderes. É formado em Jornalismo pela Universidade de Brasília (UnB) e atuou por três anos na CNN Brasil, onde integrou a equipe de cobertura política na capital federal. Foi finalista do Prêmio de Jornalismo da Confederação Nacional do Transporte (CNT) em 2023.



