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Dark Horse: Dino aponta suspeita de elo entre desvio de verbas e PCC

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) determinou, neste domingo (13), a quebra do sigilo do inquérito que tramita na Corte a respeito do filme sobre Bolsonaro

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O ex-presidente é interpretado pelo ator Jim Caviezel na cinebiografia. • Reprodução.

A investigação da Polícia Federal (PF) sobre o suposto direcionamento e desvio de recursos públicos vinculados ao financiamento do filme "Dark Horse", cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), alcançou suspeitas de ligação com a facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC).

Ao retirar o sigilo dos autos no Supremo Tribunal Federal (STF), o ministro Flávio Dino destacou a existência de indícios de "um só sistema delitivo", no qual verbas municipais e emendas parlamentares federais foram canalizadas para repasses a um investigado apontado pela inteligência policial como membro relevante do PCC em São Paulo.

A conexão com o crime organizado passaria pela atuação de Alex Leandro Bispo dos Santos, ex-sócio da empresa Favela Conectada Serviço e Tecnologia Ltda (atualmente Urban Connect). A empresa recebeu transferências financeiras do Instituto Conhecer Brasil (ICB) para um projeto de instalação de internet em periferias de São Paulo, contrato de R$ 108 milhões com a prefeitura da capital paulista.

O ICB é gerido pela empresária Karina Gama, que também é proprietária da produtora Go Up Entertainment, responsável por Dark Horse. Conforme relatórios de inteligência destacados por Dino, Alex Leandro Bispo dos Santos é apontado como membro relevante do PCC no estado e São Paulo e cumpriu prisão preventiva entre fevereiro e agosto de 2026 sob acusação de feminicídio.

A suspeita é que verbas de emendas parlamentares destinadas pelo deputado federal Mário Frias (PL-SP), que atua como roteirista e produtor-executivo do filme, e as verbas do contrato municipal com a prefeitura integravam um circuito financeiro e uma engrenagem de "confusão patrimonial" entre a produtora e as empresas subcontratadas sem a comprovação da efetiva prestação de serviços.

A apuração identificou que Frias teria feito remessas financeiras diretas para a Go Up em valores que seriam incompatíveis com seus rendimentos declarados. Com base nesses elementos, a PF e a decisão do STF apontam o parlamentar em posição de liderança na suposta estrutura criminosa.

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Jornalista formada pela Universidade Federal de Minas Gerais, com passagem anterior pela Rádio UFMG Educativa. Na Itatiaia, integra a cobertura da editoria de Política.

 

 

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